<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203</id><updated>2012-02-09T05:57:48.154-08:00</updated><category term='ensaio'/><category term='conto'/><category term='perfil'/><category term='poema'/><category term='crônica'/><category term='resenha'/><title type='text'>Filhos da Cultura</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>65</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-8595853196423841642</id><published>2011-12-28T20:17:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T20:20:30.469-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><title type='text'>Show: Luiz Tatit, José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_hZUmOA4t14/TvvlRk_ugZI/AAAAAAAAAQM/mzmad9l2K14/s1600/tatit--wisnik--nestrovski-53-14.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271" src="http://2.bp.blogspot.com/-_hZUmOA4t14/TvvlRk_ugZI/AAAAAAAAAQM/mzmad9l2K14/s400/tatit--wisnik--nestrovski-53-14.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;foto por Circus Produções&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim chega pra todos – inclusive para ela, a canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse final é derradeiro ou apenas o ponto de partida para um novo começo? Em um extremo, a canção continua agarrada às raízes, à tradição. Em outro, voa junto à transgressão invisível do futuro, com o perigo de perder a identidade. E sobre qual ponto dessa trépida linha poderíamos situar a música brasileira atualmente? Todas essas questões envolveram a apresentação de três professores no assunto – literalmente falando – no último domingo (22/05).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos após o sinal que encerra a entrada ao teatro do &lt;b&gt;SESC Vila Mariana&lt;/b&gt; (SP), &lt;b&gt;Luiz Tatit&lt;/b&gt;, membro fundador do vanguardista grupo &lt;b&gt;Rumo&lt;/b&gt; em 1974, adentra o palco de forma discreta, violão em punho, junto a &lt;b&gt;Arthur Nestrovski&lt;/b&gt;, violonista e diretor artístico da &lt;b&gt;Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo&lt;/b&gt; (OSESP). O auditório fecha-se em um silêncio contemplador para ouvir o primeiro “declamar” a canção título de seu último álbum, &lt;b&gt;Sem Destino &lt;/b&gt;(2010). “Tudo que era o meu destino na verdade nunca me aconteceu. Pode ter acontecido pra alguma pessoa, mas não era eu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilacerando sutilmente o domingo à noite da classe média paulistana, as palavras abriram o show de gravação do DVD &lt;b&gt;O Fim da Canção&lt;/b&gt;, que já traz consigo a pergunta que não quer calar: será mesmo o fim? Jaqueline, personagem de uma das faixas de Sem Destino passa o verão compondo para no inverno cantar, como na fábula da cigarra e da formiga. Ainda há esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência, outro mestre – esse em literatura – adentra o que poderia ser uma reunião de docentes. &lt;b&gt;José Miguel Wisnik&lt;/b&gt;, acostumado a transitar pelas salas de aula e pelos palcos, une as possibilidades da erudição à franqueza da expressão – algo que já faz em seus livros, com destaque para o indispensável &lt;b&gt;O Som e o Sentido&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fbWfRVLljKw/TvvpJEXFuBI/AAAAAAAAAQY/mwGK54GzZr0/s1600/Picture+1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="203" src="http://2.bp.blogspot.com/-fbWfRVLljKw/TvvpJEXFuBI/AAAAAAAAAQY/mwGK54GzZr0/s400/Picture+1.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As composições dos três contam com interpretações conjuntas, em duos, solo, e com a participação do cantor Celso Sim, entrelaçadas por momentos memoráveis entre a morte de uma canção e o nascimento de outra. Em “Errei com você”, Wisnik erra de fato a letra e se corrige no final, tirando risadas da platéia que relembra o fato de estar diante de um professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “A Companheira”, Tatit, apresenta uma personagem que de tão companheira até pensa pelo outro. Para “Elisa”, desconstrói o tom sentimentalista da composição romântica com uma letra inspirada numa frase de &lt;b&gt;Tom Zé &lt;/b&gt;durante entrevista, na qual o baiano cita “Pour Elise”, de &lt;b&gt;Beethowen&lt;/b&gt;, como a música que mais representa São Paulo – a singela musiquinha do caminhão de gás – acabando assim com qualquer suspiro apaixonado do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestrovski, o mais erudito dos três, romantiza &lt;b&gt;Schumann&lt;/b&gt; na bela versão “Pra que chorar” e acelera no ritmo da globalização na marchinha “Aquecimento global”. Essa é pra acabar – a última certeira de Tatit para “dispensar” o público – encerra o espetáculo deixando um tom de brincadeira e de reflexão, além de um precioso registro em DVD para ser conferido. “Tem hora que é do show / Tem hora que é da vida / E os dois estão ligados / Pela porta de saída”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto publicado originalmente no portal &lt;b&gt;Rock in Press&lt;/b&gt; - www.rockinpress.com.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-8595853196423841642?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/8595853196423841642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=8595853196423841642&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/8595853196423841642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/8595853196423841642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2011/12/luiz-tatit-jose-miguel-wisnik-e-arthur.html' title='Show: Luiz Tatit, José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_hZUmOA4t14/TvvlRk_ugZI/AAAAAAAAAQM/mzmad9l2K14/s72-c/tatit--wisnik--nestrovski-53-14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-5763201824050865139</id><published>2011-12-28T19:17:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T19:47:01.241-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><title type='text'>Entorpecidos de Sonhos na Lulilândia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TmegirqzDTk/Tvvbf5pOF3I/AAAAAAAAAPc/6LA030XrR4c/s1600/2009LulinaCristalina_thumb%255B2%255D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-TmegirqzDTk/Tvvbf5pOF3I/AAAAAAAAAPc/6LA030XrR4c/s200/2009LulinaCristalina_thumb%255B2%255D.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Álbum: &lt;/b&gt;Cristalina&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Artista:&lt;/b&gt; Lulina&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lançamento: &lt;/b&gt;9/10/2009&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Selo: &lt;/b&gt;YB Music&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Site: &lt;/b&gt;Oficial: lulilandia.wordpress.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança, sonhamos em ser grandes – olhamos para nós mesmos no futuro e nos vemos como alguém que chegou a algum lugar. Mas e quando uma pessoa, certo dia, se depara com o lugar-nenhum do espelho ao invés de todo aquele mundo criado na infância? Muitas vezes acaba por inebriar-se na própria desolação e tenta transformar a fumaça em algodão-doce, numa volta ao pequeno que nunca deixou de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que Lulina faz. Acende uma luzinha embaixo da cabana de cobertor e sussurra causos, faz chacota, conta fábulas fofas e, às vezes, grotescas. Cristalina (2009), seu álbum de “estréia” – entre aspas porque passou por um processo muito interessante até ser cristalizado de fato – traz músicas primeiramente gravadas em plays caseiros, com o laptop Hermeto (Pascal?), compostas no chão da sala entre cervejas e amigos, durante domingos de febre ou noites fúnebres. Aqui, essas músicas soam limpas, “perfeitas”, perdem um pouco da inocência doce e tosca de algumas gravações precárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer uma resenha desse álbum é tarefa ingrata porque o retrato aéreo da Lulilândia já foi registrado por Xico Sá, que certamente a entende muito melhor do que eu. Eles falam a mesma língua (reparem nas letras dela e na resenha dele). Mas não custa tentar olhar por um ângulo diferente – entre a luz e a sombra da toca do coelho. E como em todo sonho ou realidade inebriada, não vou ater-me a sequências. Cristalina é um disco para ser lido como uma fábula, ouvido como uma trilha sonora alternativa para o filme “Onde Vivem os Monstros”, de Spike Jonze, degustado como o bolo de chocolate feito pela sua avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WMZKT1V1wqQ/TvvgztcA_vI/AAAAAAAAAQA/5NZRbBzXQ_Q/s1600/1301578661lulina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://1.bp.blogspot.com/-WMZKT1V1wqQ/TvvgztcA_vI/AAAAAAAAAQA/5NZRbBzXQ_Q/s400/1301578661lulina.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em “Do You Remember, Laura?”, a moça parece uma criança lendo a redação na escola. Ca-da sí-la-ba pronunciada com ênfase, num encaixe de lego na melodia. Já é grande, mas fala como criança. Até para quem odeia esse estilo de música a nostalgia venta gelada pela porta dos fundos. “Jerry Lewis” soa bonitinha como Belle &amp;amp; Sebastian. Porém, as doenças do senhor Lewis, seus 28 quilos a mais e sua decadência derradeira – toda essa desgraça condensada – acabam tão dissonantes da melodia de acordes maiores que dá vontade de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse contraste entre letra e melodia é o mais interessante do álbum, sem dúvida. “13 de Junho” segue a linha divertida, assim como “O Príncipe”, que quase cai no brega com um solo de teclado de gosto duvidoso. Avaliar se os timbres são intencionais para tirar sarro ou se no fundo há um desejo de soar conceitual e contemporâneo fica a critério do ouvinte. Aposto na primeira opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sangue de ET” é outra com uma letra muito boa, uma “hemodiálise de  aliens pra deixar todo mundo normal”. O tecladinho de efeitos  alienígenas enche um pouco às vezes, mas vale dentro desse contexto  extraterrestre. Mais doenças em “Biebs”, quando a pobre Lulina não sabe  se dormiu ou morreu com bolhas na pleura. “No café eu parei de respirar e  comecei a formigar”. Se não fossem as melodias alegres, esse álbum  seria fúnebre. E com mais 30% de doenças, poderia acabar em “Doutores da  Alegria”. A dose do remédio foi na medida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/%3Ciframe%20width=%22560%22%20height=%22315%22%20src=%22http://www.youtube.com/embed/d6kojs-KPKI%22%20frameborder=%220%22%20allowfullscreen%3E%3C/iframe%3E"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/d6kojs-KPKI" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Clipe de “Nós&lt;/i&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos que “Criar minhocas é um negócio lucrativo” para nossa Alice tupiniquim. Pessoas com cabeça de televisão e seus “Argumentos” numa nuvem de poluição a inebriam e invadem seus sonhos. Mas o onírico acaba em “Narcolepsia” – acorda, atende o telefone, trabalha – todos os imperativos estão contra você. “Mi Gostar Musga” é uma dor de cotovelo amorosa da qual se esquece rápido, enquanto o banjo da “Margarida” dura um dia de sol no parque. A certa altura, a voz muito açucarada começa a enjoar. Mas daí você se lembra que são músicas de ninar para gente grande. Nada de estresse. É um álbum inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha vocal segue sem muita variação, suave, talvez herança da Bossa Nova – porque já a “Bosta Nova” remete a um “Xou da Xuxa” esquizofrênico – “Vou explodir de tanta alegria” é uma passagem hilária e deprimente. Cai como uma Cidra no Ano Novo, só que muito mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na “Música Para Colocar Naquele Som Com Despertador” temos um bom resumo do ser Lulina, letra boa, parece otimista nas primeiras palavras para em seguida descer a ladeira numa deprê feita de monotonia. Em “Poesia”, a risada é triste. E o sonho é bem agridoce. Vai saber se esse sonho é brisa de baseado na “Balada do Paulista”, né meu? Essa música é ótima. Até porque hoje em dia todo mundo se ofende muito fácil por muito pouco e muita gente deve ter tido vontade de mandar a Lulina se fuder, assim como a própria nos manda em “Subtexto”. Finalmente, “Bichinho do sono” tem a lisergia de um estado de transição – nos efeitos dela realmente se pode ouvir a voz do pequeno ser – e ajuda a voltar para a toca do coelho, para Lulilândia, para o mundo imaginado que conhecemos, mas do qual perdemos a chave no meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como “a vida é desfazer Nós”, aqui eu me desfaço de vocês, vocês de mim e nós de Lulina, ela cheia de nós na cabeça e nós todos cheios de minhocas e sonhos entorpecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto originalmente publicado no portal &lt;b&gt;Rock in Press:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;http://www.rockinpress.com.br/2011/07/11/entorpecidos-de-sonhos-na-lulilandia-lulina-cristalina/&lt;/i&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-5763201824050865139?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/5763201824050865139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=5763201824050865139&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5763201824050865139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5763201824050865139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2011/12/entorpecidos-de-sonhos-na-lulilandia.html' title='Entorpecidos de Sonhos na Lulilândia'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TmegirqzDTk/Tvvbf5pOF3I/AAAAAAAAAPc/6LA030XrR4c/s72-c/2009LulinaCristalina_thumb%255B2%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-8202441567360591987</id><published>2011-05-24T10:43:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:36:21.407-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaio'/><title type='text'>A saga de Jesus pelo mundo pop</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;ELE é a prova cabal de que é possível ter muito mais do que 15 minutos de fama!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MnqJgc5Tzws/TdvoLqidLYI/AAAAAAAAAO4/qtjMUBgpdf4/s1600/bolsa-jesus-cristo.jpg" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-MnqJgc5Tzws/TdvoLqidLYI/AAAAAAAAAO4/qtjMUBgpdf4/s200/bolsa-jesus-cristo.jpg" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Moda divina&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Que papa que nada – a entidade dita “pop” por um tal engenheiro com camisa de motivos florais já era há tempos, se é que um dia foi alguma coisa. Numa breve comparação: quem é o cara que mais aparece nas feiras artesanais cercado de santinhos de cerâmica, estampa mais paredes do que os quadros de Mao Tsé-Tung e Che Guevara juntos, atuou ao lado de Madonna em&amp;nbsp; &lt;i&gt;Like a Prayer&lt;/i&gt; e tem até um famoso guaraná rosa-choque com o seu nome fabricado no nordeste brasileiro??? Jesus Christ! &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aqui em São Paulo, atentando a essa visibilidade do filho de Deus na mídia, nasceu o duo de garage/blues/punk &lt;a href="http://www.fotolog.com.br/bsd123/56331829"&gt;&lt;i&gt;Jesus and the Groupies&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. Claro, sendo tão popular quanto outros ícones da música (à exceção dos Beatles, que são mais famosos), o rapaz também precisava de umas fãs enlouquecidas para internalizar o estereótipo de estrela do rock. A origem do nome do duo formado por Marco Butcher e Luis Tissot exemplifica perfeitamente a encarnação desse Jesus &lt;i&gt;celebrity&lt;/i&gt;. Butcher se inspirou na resposta de uma frequentadora desses cultos exibidos na televisão – quando questionada sobre a primeira coisa que faria se tivesse a oportunidade de falar com o dito cujo, não tardou em enfatizar: pediria um autógrafo!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kEIjm3qOq_c/TdvoddDHpFI/AAAAAAAAAPE/EZJzXp7ck4I/s1600/1304357951518_f.jpg" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-kEIjm3qOq_c/TdvoddDHpFI/AAAAAAAAAPE/EZJzXp7ck4I/s200/1304357951518_f.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Single do duo Jesus &amp;amp; The Groupies&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A emblemática mulher mal sabia que acabara de resumir a influência formada através de dois mil anos por meio de seu pedido cabuloso. Sim, um autógrafo. Pois qual a graça de conhecer Jesus se você não puder provar aos outros??? Nem toda a escola de Frankfurt definiria melhor as reações adversas da indústria cultural. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Voltando aos primórdios da música estranha produzida nos anos 80 encontramos, na minha opinião, a melhor expressão audiovisual que já foi criada em cima da famosa imagem do homem barbado de pés descalços: o vídeoclipe &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=D1PmvAr_2zI&amp;amp;feature=related"&gt;I´m kooler than Jesus&lt;/a&gt;, da banda americana de eletro-industrial &lt;i&gt;My Life with the Thrill Kill Kult&lt;/i&gt;. Muito, mas muitooo mais intrigante que os filmes do Mel Gibson sobre o ícone pop que beiram – ou ultrapassam - o sadomasoquismo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em tradução livre, a música diz “sou mais legal que jesus”, mais “descolado” e, por que não, mais “da hora”. Ser mais &lt;i&gt;cool &lt;/i&gt;que Jesus é absolutamente incrível - é como ser mais &lt;i&gt;cool &lt;/i&gt;que John Lennon. Só pelo nome já valeria. &lt;span lang="EN-US"&gt;Mas, indo além, essa composição nos brinda com o trecho "I was raised in Mississippi /I am the electric messiah/ the AC/DC god!" &lt;/span&gt;(Fui criado no Mississipi/ Sou o messias elétrico/ o Deus AC/DC) não deixando dúvida sobre a potência quase destrutiva desse clássico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nrQTmtBmilU/TdvoRdxRVBI/AAAAAAAAAO8/ng_0huDRRgs/s1600/police_bust.jpg" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-nrQTmtBmilU/TdvoRdxRVBI/AAAAAAAAAO8/ng_0huDRRgs/s200/police_bust.jpg" width="185" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Preso em UK&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O personagem da música foi criado no Mississipi, terra do diabólico Robert Johnson, empunha sua guitarra elétrica messiânica e toca AC/DC – o que faria a mulher do autógrafo ter uma síncope ou ir à loucura. Nada que abale o ícone celestial, assim como Gaga não abalou o reinado de Madonna. Jesus rouba a cena no videoclipe que mistura imagens suas em &lt;i&gt;pop art&lt;/i&gt;, pessoas estranhas dançando de forma mais estranha ainda e – o melhor de tudo, sem sombra de dúvida – santinhos rodopiando como globos de &lt;i&gt;disco&lt;/i&gt; dos anos 70 num frenesi contagiante. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por tudo isso e muito mais, ELE é a prova cabal de que é possível ter mais de 15 minutos de fama!&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nrQTmtBmilU/TdvoRdxRVBI/AAAAAAAAAO8/ng_0huDRRgs/s1600/police_bust.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-8202441567360591987?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/8202441567360591987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=8202441567360591987&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/8202441567360591987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/8202441567360591987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2011/05/saga-de-jesus-pelo-mundo-pop.html' title='A saga de Jesus pelo mundo pop'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MnqJgc5Tzws/TdvoLqidLYI/AAAAAAAAAO4/qtjMUBgpdf4/s72-c/bolsa-jesus-cristo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-3162143699954258880</id><published>2011-04-15T14:01:00.000-07:00</published><updated>2011-12-27T20:21:25.096-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><title type='text'>Vencedores sem caráter e sem limites</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fDtxFIC6tHM/Taix7tyQA3I/AAAAAAAAAO0/mBODFlik250/s1600/SemLimites_BradleyCooper_RobertDeNiro_Filmes.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-fDtxFIC6tHM/Taix7tyQA3I/AAAAAAAAAO0/mBODFlik250/s320/SemLimites_BradleyCooper_RobertDeNiro_Filmes.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Longa parece uma mistura mal feita de Vanilla Sky (jovens executivos), Trainspotting (drogas) e Old Boy (tortura!) – mas não é que vale a pena assistí-lo?&lt;/i&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto um prédio – ou melhor, de um bunker de luxo – vemos um homem prestes a se suicidar. O local está sendo invadido violentamente e não parece haver muita esperança para Eddie Morra. Esse primeiro clichê descarado (vá tomando nota, pois são vários), nos indica que alguma coisa deu errado no caminho de sucesso do jovem executivo... ou talvez o próprio caminho para o sucesso seja mais torto do que se imagina. Uma Nova Iorque que dá vertigem com tantas luzes e efeitos ambienta o recém lançado Sem Limites – e logo de saída vem a lembrança de Vanilla Sky: o sonho contemporâneo americano - ser uma pessoa bem sucedida nos negócios, que também ultrapassam as fronteiras com a globalização - é ameaçado de alguma forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos à vida de homem comum do protagonista antes de suas ascensão meteórica (segundo clichê descarado da película). Nos deparamos com um escritor que sofre um lapso de criatividade logo quando consegue assinar um contrato para lançar seu livro. Sua namorada o deixa por ele ser um perdedor vagabundo – ainda mais estando ela própria em ascensão profissional, precisando de alguém a sua altura. Desiludido e com cara de “bêbado e drogado” mesmo não o sendo ,- característica dos escritores, segundo o personagem – Morra tromba por acaso seu ex-cunhado metido com o tráfico, que lhe oferece uma droga nova em fase de testes chamada NZT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a pílula, o escritor frustrado passa a ter acesso a todas as áreas do seu cérebro, conectando informações que o fazem resolver qualquer problema, ter ideias geniais, ser sociável, divertido e, acima de tudo, conveniente e centrado: olhando para gestos e detalhes das pessoas com quem conversa, sabe como agir para ganhar sua confiança; e não perde o foco de onde quer chegar. Sim, eis a sutil fórmula do sucesso. O protagonista escreve seu livro num ritmo frenético enquanto os efeitos da droga duram – até que precisa de mais suprimento e se torna um viciado na nova personalidade que adquire com a pilulazinha transparente (aqui temos nosso terceiro clichê). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muitos percalços como viciado, Morra consegue mais NZT e sua ascensão passa a ser meteórica. Da literatura vai à bolsa de valores - quer ser um vencedor, lembre-se - e em pouco tempo chama a atenção do presidente de uma corporação (Carl Van Loon, interpretado por Robert De Niro) que percebe seu talento para os negócios. Porém, seus limites vão indo cada vez mais longe e o personagem não consegue mais freá-los: a constante superação vira rotina e o jovem executivo passa a ser invejado e perseguido por causa de suas pílulas mágicas. Todos desejam ser vencedores como ele, e uma mãozinha pra chegar lá parece ser indispensável, seja ela sintética ou humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, caro cinéfilo, na segunda parte do filme você se livra do arrependimento de ter ficado no cinema mesmo amaldiçoando todos os clichês americanos, cenas explicativas e frase de efeito. O bom-mocismo vai indo por água abaixo e, quanto mais podre e drogado Morra se torna, - aliás, como todo o meio que o cerca – mais alto vai. E vai feliz da vida na maior parte do tempo, pra fúria dos mais conservadores. Se mesmo com a vertigem provocada por viagens dentro de espelhos, ruas em movimento, quedas de edifícios e uma trilha sonora mais do que adequada pro deleite de uma ascensão eufórica, você continuou entediado, pelo menos o preço do ingresso vale pela surpresa dentro da estranha caixa que chega ao escritório enquanto Morra toma um sermão de Robert De Niro. Nada como um bom presentinho para nos lembrar que somos humanos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-3162143699954258880?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/3162143699954258880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=3162143699954258880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3162143699954258880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3162143699954258880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2011/04/vencedores-sem-carater-e-sem-limites.html' title='Vencedores sem caráter e sem limites'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fDtxFIC6tHM/Taix7tyQA3I/AAAAAAAAAO0/mBODFlik250/s72-c/SemLimites_BradleyCooper_RobertDeNiro_Filmes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-6795397400260331969</id><published>2011-02-18T04:22:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T20:21:56.834-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Mjötviður (A árvore do destino)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-C_AVWozu09M/TV5gzl8cGfI/AAAAAAAAAOw/MCNOXZuXDS4/s1600/%25C3%259Eeyr+-+Mj%25C3%25B6tvi%25C3%25B0ur+M%25C3%25A6r.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-C_AVWozu09M/TV5gzl8cGfI/AAAAAAAAAOw/MCNOXZuXDS4/s1600/%25C3%259Eeyr+-+Mj%25C3%25B6tvi%25C3%25B0ur+M%25C3%25A6r.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Hoje estive no céu &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E ele era o próprio fogo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma imensidão laranja descoberta &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As raízes alçaram-me da terra&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Do subsolo trouxe minhas asas partidas&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E as vi dissipando-se no ar rumo ao verdadeiro eu &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Minha alma transubstanciou-se em névoa quente&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Despi-me do estado-indivíduo e deixei de ser&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Libertei-me das décadas e virei a essência &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imersa nas conexões universais&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De vozes e dores ancestrais &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De canto e contemplação&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;*Ouvindo o álbum &lt;a href="http://www.mediafire.com/?wgyydmtz2uw" style="color: red;"&gt;Mjötviður Mær&lt;/a&gt;, Þeyr (imagem)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;"Þeyr&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt; foi&lt;/span&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;uma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;banda &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt; islandesa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;&lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;de new wave&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt; do&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;início dos anos 80&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;Envolta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;em&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;um véu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;mistério&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;, sua&lt;/span&gt;&lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt; existência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;de três anos foi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;caracterizada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;por&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;span class="hps"&gt;um profundo interesse na&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/i&gt; &lt;span title="Clique para mostrar traduções alternativas"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="hps"&gt;sabedoria ancestral&lt;/span&gt;", &lt;/i&gt;&lt;i&gt;Wikipedia.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-6795397400260331969?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/6795397400260331969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=6795397400260331969&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/6795397400260331969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/6795397400260331969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2011/02/mjotviur-tree-of-destiny.html' title='Mjötviður (A árvore do destino)'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-C_AVWozu09M/TV5gzl8cGfI/AAAAAAAAAOw/MCNOXZuXDS4/s72-c/%25C3%259Eeyr+-+Mj%25C3%25B6tvi%25C3%25B0ur+M%25C3%25A6r.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-3306234713990329117</id><published>2011-02-16T10:41:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T20:22:38.914-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>W-h-o A-r-e Y-o-u?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YvTEB63raeU/TVwYz1Ki56I/AAAAAAAAAOs/3O5kzcNAcCs/s1600/gato+da+alice.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://3.bp.blogspot.com/-YvTEB63raeU/TVwYz1Ki56I/AAAAAAAAAOs/3O5kzcNAcCs/s320/gato+da+alice.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você abre a boca. Sono?&lt;br /&gt;Quando era um bebê você abria a boca pra chorar, pra chamar.&lt;br /&gt;Alguém ainda escuta o seu choro?&lt;br /&gt;Você me lembra o lobo mau com os dentes brilhando à luz da TV.&lt;br /&gt;Ele vivia nos livros. Nós tínhamos medo dele. &lt;br /&gt;Agora ele tem medo de nós&lt;br /&gt;Que tipo de pessoas nos tornamos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha os olhos. Uma fuga para o sonho?&lt;br /&gt;Se eu não te conhecesse poderia dizer quem você é&lt;br /&gt;Mas como sei quem você é, nunca poderei te conhecer de verdade&lt;br /&gt;Porque uma pessoa é feita do que prova aos outros,&lt;br /&gt;E você não quer nos decepcionar, quer? &lt;br /&gt;Eu juro que acredito se você continuar mentindo&lt;br /&gt;Mas minta direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A centopéia fuma na TV. Me dá um cigarro?&lt;br /&gt;Eu adorava a Alice, agora a odeio&lt;br /&gt;Mas do gato sempre gostei&lt;br /&gt;E quando você abre a boca vira um sorriso gigante.&lt;br /&gt;“Sorria e o mundo irá sorrir com você”&lt;br /&gt;Old boy, que mentira, o mundo se fecha a nossa volta&lt;br /&gt;E os nossos dentes desaparecem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-3306234713990329117?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/3306234713990329117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=3306234713990329117&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3306234713990329117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3306234713990329117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2011/02/w-h-o-r-e-y-o-u.html' title='W-h-o A-r-e Y-o-u?'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YvTEB63raeU/TVwYz1Ki56I/AAAAAAAAAOs/3O5kzcNAcCs/s72-c/gato+da+alice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-928773526558713167</id><published>2011-02-03T11:33:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T20:23:05.580-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Um fragmento</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TUsCkINFH1I/AAAAAAAAAOo/l0I2rivcn0M/s1600/edward_steichen_heavy_roses.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="251" src="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TUsCkINFH1I/AAAAAAAAAOo/l0I2rivcn0M/s320/edward_steichen_heavy_roses.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Heavy Roses, Edward Steichen &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;As rosas morrem para satisfazer o nosso olhar, &lt;br /&gt;Uma delas me disse enquanto a fitava no vaso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia-me isso e desintegrava-se no vento, no tempo, &lt;br /&gt;Nada mais do que um fragmento da imutável eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que a rosa encontre seu caminho para o eterno&lt;br /&gt;E não seja mais obrigada a suportar calada o deleite do nosso egoísmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-928773526558713167?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/928773526558713167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=928773526558713167&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/928773526558713167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/928773526558713167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2011/02/um-fragmento.html' title='Um fragmento'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TUsCkINFH1I/AAAAAAAAAOo/l0I2rivcn0M/s72-c/edward_steichen_heavy_roses.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-5512634492998662955</id><published>2011-02-01T12:24:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T17:34:49.288-08:00</updated><title type='text'>O transtorno da máquina inseto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TUhrDDmyDuI/AAAAAAAAAOg/h9lInWiE1vA/s1600/Portada+Naked+Lunch+-+Snuff+2000.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TUhrDDmyDuI/AAAAAAAAAOg/h9lInWiE1vA/s320/Portada+Naked+Lunch+-+Snuff+2000.jpg" width="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;- Tríade city 3 - &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Dear City,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o Burroughs está lá fora, procurando o pico das dez, resolvi lhe escrever. Ou melhor, me escrever. Sei que a relação entre nós três não anda nada bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah minha cara, a vida não tem sido boa dentro de você. E nem dentro de mim. É tec tec o dia todo e aquele cara alucinando nas minhas patas; os pensamentos, que nem são meus, correm pelas folhas e caem no chão numa mistura nojenta de sangue e lixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando menos se espera ele volta dos seus braços. E nem quero imaginar o que você tem feito com o cara durante todos esses anos, parece-me cada dia mais acabado. Sai atrás de algo que nunca encontra, procura luz na noite e esconde-se no limbo do esquecimento de dia. Mas sempre retorna a você, atira-se nas suas ruas imundas, voando em torno do néon feito vaga-lume e caindo de cara no concreto quando encontra a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois retorna ao tec tec tec, e aquelas pessoas estranhas passam por suas veias, dedos, pelas minhas patas, ganham vida numa dimensão distinta. Seres sem nome, sem lembrança. Posso imaginar o que eles fizeram nas suas entranhas para receber tamanho troco. No final o seu esgoto é a nossa única saída, desculpe-nos o transtorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Att.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-5512634492998662955?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/5512634492998662955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=5512634492998662955&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5512634492998662955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5512634492998662955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2011/02/triade-da-cidade-o-transtorno-da.html' title='O transtorno da máquina inseto'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TUhrDDmyDuI/AAAAAAAAAOg/h9lInWiE1vA/s72-c/Portada+Naked+Lunch+-+Snuff+2000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-1231830048044417447</id><published>2011-01-31T09:46:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T17:36:37.511-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>O ente magnânimo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TUb1RmgiI-I/AAAAAAAAAOc/g0P78C5aJVk/s1600/George_Grosz%252C_The_Lovesick_Man%252C_1916.GIF" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TUb1RmgiI-I/AAAAAAAAAOc/g0P78C5aJVk/s320/George_Grosz%252C_The_Lovesick_Man%252C_1916.GIF" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;George Grosz, The Lovesick Man, 1916&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;- Tríade city 2 -&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Disseram-me certa vez que a cidade é não é um ente magnânimo como a natureza, muito pelo contrário – ela é o reflexo do pior que existe em nós. Saí às ruas para tentar descobrir. Parei no centro dela e pensei na maneira mais sutil de agir, sem chamar sua atenção. Não deu certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Olhe para cima, não tenha medo”, disse-me a cidade. Mas jamais acreditaria nela. Fiquei quieto, com medo.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Olhe para cima inseto”, insistiu, “olhe para as torres, edifícios... Você nunca será maior do que eles”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca serei maior do que os edifícios, a cidade tem razão. Será que alguém poderia ser? Encontro um policial na rua e pergunto: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “E você, pode ser maior do que os edifícios?”. &lt;br /&gt;- “Não, não posso”, ele responde, e acrescenta, “mas posso ser maior do que você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo muita vantagem em ser maior do que um inseto quando não se pode ir além das celas da cidade. Pelo menos posso escapar pelo espaço entre as grades. Vejo um homem de gravata e insisto na questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “E você, pode ser maior do que eu, maior até do que o policial?”.&lt;br /&gt;- “Não, eu não posso”, diz. “Mas os edifícios podem. E eles são meus”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-1231830048044417447?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/1231830048044417447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=1231830048044417447&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/1231830048044417447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/1231830048044417447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2011/01/o-ser-magnanimo.html' title='O ente magnânimo'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TUb1RmgiI-I/AAAAAAAAAOc/g0P78C5aJVk/s72-c/George_Grosz%252C_The_Lovesick_Man%252C_1916.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-7350128949603841186</id><published>2010-11-10T10:12:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T17:33:37.706-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>A cidade nunca lhe perdoará</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TNrfqVPOWxI/AAAAAAAAAOQ/eBQ5hi8gMJw/s1600/Paul+Klee.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="229" src="http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TNrfqVPOWxI/AAAAAAAAAOQ/eBQ5hi8gMJw/s320/Paul+Klee.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Kalte Stadt (Cold City), Paul Klee&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Tríade city 1 -&amp;nbsp;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Vou imergir no vazio da multidão que me carrega&lt;br /&gt;E talvez lá encontre a oportunidade desejada&lt;br /&gt;De desaparecer por completo da eternidade&lt;br /&gt;E volte ao princípio, quando nunca existi de fato &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que diferença faz você no meio da multidão, pergunto-me&lt;br /&gt;Um ser inanimado, rastejante lagarto, largado&lt;br /&gt;Mudando de cor para se esconder no cinza dos muros&lt;br /&gt;Fingindo esconder a vergonha de ser si mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fumaça dos carros corrói faces e traços dos transeuntes &lt;br /&gt;A falta de sentido é tão deplorável quanto minha identidade&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Um inseto voando baixo prestes a ser pisoteado &lt;br /&gt;Desiludido e ansioso pela próxima possibilidade de nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As torres de prédios me fecham dentro de uma prisão&lt;br /&gt;Não mais cruel do que a que construí com meu próprio desprezo&lt;br /&gt;Uma cela suja e escura é a morada do meu ego&lt;br /&gt;Que se alimenta do meu vazio e consome-nos com desgosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só estou esperando&lt;br /&gt;Por nada mais que me espera&lt;br /&gt;Porque ainda é hoje&lt;br /&gt;E amanhã nada será&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que diferença me faz ser eu? &lt;br /&gt;Que diferença eu faço?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-7350128949603841186?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/7350128949603841186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=7350128949603841186&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7350128949603841186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7350128949603841186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/11/cidade-nunca-lhe-perdoara.html' title='A cidade nunca lhe perdoará'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TNrfqVPOWxI/AAAAAAAAAOQ/eBQ5hi8gMJw/s72-c/Paul+Klee.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-4723021955579868639</id><published>2010-11-09T10:10:00.000-08:00</published><updated>2010-11-11T04:29:51.164-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Pausa para o café</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TNvhAkecFrI/AAAAAAAAAOU/qKiqgKjzKPE/s1600/4+c%25C3%25B3pia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="245" src="http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TNvhAkecFrI/AAAAAAAAAOU/qKiqgKjzKPE/s320/4+c%25C3%25B3pia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Da Vida das Marionetes, Ingmar Bergman&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda&lt;br /&gt;Café&lt;br /&gt;Remédio &lt;br /&gt;(ela está tão longe, ela está tão perto, ela es..)&lt;br /&gt;Café&lt;br /&gt;Almoço&lt;br /&gt;Remédio das 2&lt;br /&gt;(uma pílula, duas? Ela está longe, melhor dua...)&lt;br /&gt;Café&lt;br /&gt;Sono&lt;br /&gt;Trabalho&lt;br /&gt;(uma letra após a outra e depois vem uma e out...)&lt;br /&gt;Café&lt;br /&gt;Rua&lt;br /&gt;Uma dose&lt;br /&gt;(ela continua longe, mais uma, me vê mais...)&lt;br /&gt;Duas doses&lt;br /&gt;Insônia&lt;br /&gt;Bang!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-4723021955579868639?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/4723021955579868639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=4723021955579868639&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/4723021955579868639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/4723021955579868639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/11/pausa-para-o-cafe.html' title='Pausa para o café'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TNvhAkecFrI/AAAAAAAAAOU/qKiqgKjzKPE/s72-c/4+c%25C3%25B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-1524373400547285718</id><published>2010-11-08T12:03:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T17:27:14.210-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaio'/><title type='text'>Pequenos ensaios musicais</title><content type='html'>&lt;b&gt;Número 1 - O tempo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TNhXcoGT_2I/AAAAAAAAAOM/YWR0s4Ltyms/s1600/Sem+t%C3%ADtulo-1+c%C3%B3pia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="203" src="http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TNhXcoGT_2I/AAAAAAAAAOM/YWR0s4Ltyms/s320/Sem+t%C3%ADtulo-1+c%C3%B3pia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria ser o tempo da música. Nascer e morrer dentro dela. Viver nas linhas da partitura com as minhas lágrimas pontuando as pausas e colcheias. A minha vida seria breve, mas valeria por cada instante. Imagine a falta que eu não faria se resolvesse parar antes da hora? A melodia não conseguiria prosseguir. E eu, será que conseguiria prosseguir sem ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria ser o tempo da música exatamente porque de melodia já tenho muito. Ela é dramática, forte, bipolar. Às vezes triste o tempo inteiro, e daí me deixa triste também, porque sendo o tempo, tenho que carregá-la nas costas, ela me segue e me suga como um viciado precisando se entorpecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o tempo é muito mais prático. Ele não tenta se alongar mais do que deve. Sabe que vai acabar, por isso corre na hora certa, pausa e depois volta porque precisa voltar, porque é a direção que guia o todo. A melodia que chore, se revolte, seja dissonante e caótica, o tempo precisa continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a brevidade do tempo da música é só uma ilusão. E daí vou dar o braço a torcer à subjetividade da melodia, porque ela cria um mundo. Sim, e o seu mundo não tem tempo, por mais contraditório que pareça. Transpassando a fronteira da realidade, cria a própria eternidade. E nessa realidade o tempo é um detalhe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-1524373400547285718?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/1524373400547285718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=1524373400547285718&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/1524373400547285718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/1524373400547285718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/11/pequenos-ensaios-sobre-musica_08.html' title='Pequenos ensaios musicais'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TNhXcoGT_2I/AAAAAAAAAOM/YWR0s4Ltyms/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo-1+c%C3%B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-2421577622815878918</id><published>2010-09-29T13:38:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T15:55:06.007-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><title type='text'>A arte de fazer acontecer</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TKOjRUexsjI/AAAAAAAAAOE/2opFgOpA0v0/s1600/1285357992316_f.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="143" src="http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TKOjRUexsjI/AAAAAAAAAOE/2opFgOpA0v0/s400/1285357992316_f.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;*Montagem por Renato Gimenez&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia nublado e sinistro que foi o último sábado, ao meio dia, teve início a oitava edição do Festival Sinfonia de Cães. Quem acompanhou minimamente os acontecimentos dos últimos meses sabe que o Centro Independente de Cultura Alternativa e Social (CICAS), onde aconteceu o evento, passou por poucas e boas. Pedro Pracchia descreve o estado de tensão no qual permaneceram todos durante as semanas de iminência da derrubada do espaço no texto &lt;a href="http://cordeldametropole.blogspot.com/2010/06/noite-de-vigilia.html"&gt;Noite de Vigília&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no último sábado, apesar de o tempo não ter sido tão convidativo, o CICAS estava  cheio. Impossível não ter uma sensação ótima ao circular por lá e ver tanto movimento. Crianças corriam enlouquecidas por todos os lados, pulavam sobre fileiras de pneus coloridos que enfeitam a entrada, jogavam bola, lutavam até se machucarem ou quase machucarem os outros (rs). Impossível também não esboçar um sorriso ao vê-las se divertindo tanto com coisas tão simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acontecia muita coisa por lá. No caminho do “bar” alguns tomavam sopa, outros pegavam uma cerveja. Enquanto intervenções de artísticas prendiam a atenção de quem passava pela rua, a sonoridade oriental chamava para a dança do ventre no lado de dentro. Enquanto nas salas atrás do palco o silêncio abrigava fotografias, na frente dele a conversa frenética de estranhos e conhecidos emoldurava as imagens em exibição nas paredes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de o dia virar noite, a junção do blues-dog com ritmos regionais em frente ao CICAS só fez lembrar aos ouvintes com suas latas de cerveja que a música nunca teve e nunca terá fronteiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As seis e pouco, quando já havia anoitecido, as bandas entram no palco e levam os amigos e curiosos pra dentro do espaço, em busca de alguma sonoridade nova ou apenas de diversão embalada por acordes e ritmo compartilhado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandas distintas, certamente, mas com um “q” visceral as unindo além de cada estilo. Do vocal rasgado do Iansã aos baixistas frenéticos do The Mothers e Te voy a quebrar, da introspecção esquisita do Drama Beat (na qual toco e realmente acho esquisita) à densidade criativa do Visão V, tudo pareceu fluir numa onda vertiginosa e oscilante que levava e trazia as pessoas de volta para dentro do som. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, vídeos interessantes e curtas sinistros eram projetados na rua, entrecortados de vez em quando por algum distraído que passava em frente à tela - o qual era driblado pelo olhar atento de alguém que esperava até o desfecho de alguma cena para dar mais uma tragada no cigarro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o fim do festival, muitos permaneceram para uma última conversa com as tantas figuras interessantes que circulavam por ali, outros foram para festas, outros para casa (creio que bem poucos). Mas no final a sensação era de que aquele dia sempre existirá naquele espaço, em alguma esfera invisível, unindo tantos tipos de arte em um momento valioso - que há de se repetir de outras formas e muitas vezes enquanto houver quem acredite que a arte sim, ela vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações: www.sinfoniadecaes.org - www.projetocicas.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-2421577622815878918?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/2421577622815878918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=2421577622815878918&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/2421577622815878918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/2421577622815878918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/09/arte-de-fazer-acontecer.html' title='A arte de fazer acontecer'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TKOjRUexsjI/AAAAAAAAAOE/2opFgOpA0v0/s72-c/1285357992316_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-2995560819786879445</id><published>2010-08-27T13:00:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:32:28.111-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>O novo sempre vem</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Tahoma;	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}h3	{mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	mso-outline-level:3;	font-size:13.5pt;	font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;Contribuições para o blog do &lt;a href="http://bequadromostarda.blogspot.com/"&gt;Coletivo Bequadro Mostarda&lt;/a&gt; sobre o que há de novo para perturbar nossos sentidos! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;Acessem, leiam, opinem, mudem!&amp;nbsp; ;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAna%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Tahoma;	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}h3	{mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	mso-outline-level:3;	font-size:13.5pt;	font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;Arestas cortantes de uma caixa vítrea&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;a href="http://bequadromostarda.blogspot.com/2010/08/faixa-faixa-glassbox-children-object.html"&gt;FAIXA-A-FAIXA: Glassbox (The Children´s Object Book)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/THgYxeZ-sMI/AAAAAAAAANs/r48s90bKkv0/s1600/capa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/THgYxeZ-sMI/AAAAAAAAANs/r48s90bKkv0/s320/capa.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;O bumbo espaçado que se aproxima do fim soa como batidas à porta, amplifica o medo, a perseguição por algo indecifrável. &lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;George Orwell&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; entenderia essa música. Seria o fim ou apenas o início do terror?”&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Tahoma;	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}h3	{mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	mso-outline-level:3;	font-size:13.5pt;	font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;Azul dopado&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  &lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;a href="http://bequadromostarda.blogspot.com/2010/07/faixa-faixa-jane-dope-ep-aka-as-4-na.html"&gt;FAIXA-A-FAIXA: Jane Dope - EP (Às 4 na Augusta)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/THgZASQVgFI/AAAAAAAAAN0/CeuQqJEe-wc/s1600/JANEDOPE---capa-EP.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/THgZASQVgFI/AAAAAAAAAN0/CeuQqJEe-wc/s320/JANEDOPE---capa-EP.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;“O aumento da intensidade acaba por morrer na continuidade pós-punk repetitiva: ‘&lt;/span&gt;&lt;i style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Sadness is my lover, Sadness is my lover&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;’. Não há mudança. Não há esperança nenhuma”.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-2995560819786879445?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/2995560819786879445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=2995560819786879445&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/2995560819786879445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/2995560819786879445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/08/o-novo-sempre-vem.html' title='O novo sempre vem'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/THgYxeZ-sMI/AAAAAAAAANs/r48s90bKkv0/s72-c/capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-927194236682287066</id><published>2010-08-24T07:15:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:32:28.112-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Conversa de enterro</title><content type='html'>Manhã de domingo, 14 de agosto de 2013&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(dois amigos caminham pelo cemitério acompanhando o cortejo fúnebre) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“.... o touro é valente, bate na gente, a gente é fraco cai no buraco, o buraco é fundo acabou-se o mundo...” Nunca tive uma impressão muito boa dessa cantiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sempre tive medo do fato de o buraco ser fundo, e não tem nada a ver com Freud ou coisa parecida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- hahaha, que absurdo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é. Na verdade sempre associei essa parte final a um medo primário, à finitude do ser humano e à fragilidade da vida. Medo do desconhecido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem a ver. Mas ainda assim quando éramos crianças havia uma sensação de que estávamos protegidos de alguma forma, talvez pelos pais, talvez por forças superiores, ou pelo simples fato de ainda mantermos um otimismo bobo comum à inocência infantil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Queria saber o momento exato em que alguém perde essa inocência. Óbvio, sei que é um processo, um desgaste furioso que faz uma pessoa se degradar com o passar dos anos... mas haveria uma situação específica na qual esvazia-se completamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, talvez. Uma coisa que sempre pensei é porque as coisas perdem a graça. Lembra de quando você era pequena e tomar um sorvete era a coisa mais incrível do mundo? Ou como as luzinhas do parque, à noite, eram tão coloridas que te deixavam numa euforia fora do comum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-hahaha, é verdade. Hoje em dia, se tomo o sorvete é para matar o calor. E se passo em frente àquele parque sinto apenas nostalgia, nada mais de genuíno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que quando perdemos essa vontade fundamental passamos a nos apoiar em muletas, sejam elas pessoas ou objetos. Percebemos que nunca mais iremos andar por vontade própria. &lt;i&gt;“I couldn´t walk and I tried to run”&lt;/i&gt;. Desesperador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(o padre inicia uma oração. Na sequência os primeiros grãos de terra caem em cima do caixão do finado amigo)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sempre que venho a um velório lembro da morte de um gato que tive quando era pequena. Ele era muito legal, derrubava coisas, como todo filhote. Mas como ficava sozinho em casa e era curioso demais, foi aí que se deu mal... entrou no quintal do vizinho e caiu na piscina, não sei como. Talvez tenha visto seu focinho refletido na água e desejou saber o quão real era aquela imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-hahaha, um tanto filosófico para um gato...Bom, mas ao menos foi escolha dele, pior se alguém o tivesse jogado na piscina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso é, mas ele pode ter se confundido, achou que não havia tanto perigo em tentar alcançar o fundo da piscina; ou talvez estivesse tentando encontrar companhia nesse outro gato refletido na água. Não deixa de ser triste da mesma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não, nunca deixará de ser. A realidade é apenas um conceito que varia conforme o animal. Espero que seu gato tenha encontrado algo bom além do vazio da própria imagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(jogam as flores sobre o túmulo e partem em silêncio) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/THPT9znwQiI/AAAAAAAAAM8/nHs8wb1UgaA/s1600/DSC06338.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/THPT9znwQiI/AAAAAAAAAM8/nHs8wb1UgaA/s400/DSC06338.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-927194236682287066?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/927194236682287066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=927194236682287066&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/927194236682287066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/927194236682287066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/08/conversa-de-enterro.html' title='Conversa de enterro'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/THPT9znwQiI/AAAAAAAAAM8/nHs8wb1UgaA/s72-c/DSC06338.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-312220558703837655</id><published>2010-07-27T11:34:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T15:55:27.070-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaio'/><title type='text'>Áspera felicidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“I look at my watch it say 9:25&lt;br /&gt;and I think ‘Oh God I'm still alive’&lt;br /&gt;We should be on by now&lt;br /&gt;We should be on by now”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Time – David Bowie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de felicidade – e o uso que se faz do tempo para atingi-la - varia muito de pessoa para pessoa. Para um jogador, vencer é o mais importante, por mais medíocre que seja o jogo. Para um pianista, a execução perfeita daquele concerto que ele ensaiou anos a fio o leva a satisfação plena. Para alguns empresários, a cotação em alta na bolsa já garante a elevação da alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem-se discutido muito sobre a inclusão da felicidade de uma população entre os aspectos considerados no PIB (Produto Interno Bruto), indicador que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos em determinada região. Mas levando-se em conta as suposições acima, isso se torna um tanto complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TE8m8CV_TnI/AAAAAAAAALc/bqJC0JgFnKM/s1600/GerogeGrosz-Pillars_of_Society.GIF"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498656482905771634" src="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TE8m8CV_TnI/AAAAAAAAALc/bqJC0JgFnKM/s320/GerogeGrosz-Pillars_of_Society.GIF" style="cursor: pointer; float: left; height: 320px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 172px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Pillars of society, George Grosz)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia geral de felicidade que se tem hoje é basicamente a da santa classe média - do início ao fim de uma vida, tudo parece se resumir de maneira bem prática. Após a infância, espera-se que uma pessoa se forme no ensino médio, faça uma faculdade e arranje um bom emprego (se for advogado ou engenheiro será muito bem recebido nos restaurantes!). Tendo cumprido esses requisitos básicos, é chegada a hora de casar, ter filhos e cria-los até se formarem. E depois disso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal é ter juntado um dinheiro durante a vida toda (o que não é muito difícil, já que o tempo para gasta-lo foi preenchido por trabalho e brigas conjugais) para enfim poder “descansar” em um sitiozinho ou em uma casa de praia no litoral sul. Pronto, eis que se pode esperar a morte sossegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se mede a vida e quando a pobre pessoa que seguiu esse ciclo vicioso percebe, já está velha não só de corpo, mas também de espírito - acha tarde demais para começar algo novo, tentar sair desse vício de querer ter uma vida perfeita de acordo com o preceitos de sabe-se lá quem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TE8oCxOV9PI/AAAAAAAAALk/MuJkkW9_3fs/s1600/georg_grosz_suicide_1916_small.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498657698081010930" src="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TE8oCxOV9PI/AAAAAAAAALk/MuJkkW9_3fs/s400/georg_grosz_suicide_1916_small.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 400px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 313px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Suicide, George Grosz)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos acostumamos a contar as horas, os dias, semanas, meses, anos, como se realmente essa divisão valesse alguma coisa. Talvez seja difícil perceber que o tempo é apenas uma ilusão, que existe apenas o agora – o passado não serve de muita coisa e o futuro é uma esquizofrenia sem tamanho. O que não exclui ter planos, aí que se dá uma confusão imensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco adianta malhar três vezes por semana, comer legumes, dormir exatamente oito horas por noite pensando em como se estará daqui 50 anos: amanhã você pode ser atropelado meu caro. Ou semana que vem pode descobrir alguma doença nova. Ano que vem pode não conseguir sair de uma cama. Mas também é uma estupidez romântica tacar o chamado “foda-se” para tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existe esse momento para tentar plantar algo de bom e construtivo, algo que faça valer a existência pela plenitude de cada momento, sem a espera de nada em troca.  Fazendo isso, se o futuro vier, será bem vindo - como diria Lou Reed: “você só vai colher o que plantar”. E se não vier, tudo bem, a vida foi eterna enquanto durou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-312220558703837655?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/312220558703837655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=312220558703837655&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/312220558703837655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/312220558703837655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/07/essa-tal-felicidade.html' title='Áspera felicidade'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TE8m8CV_TnI/AAAAAAAAALc/bqJC0JgFnKM/s72-c/GerogeGrosz-Pillars_of_Society.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-88752050398899768</id><published>2010-07-19T13:23:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T15:55:45.967-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Bagunça</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TES0_EWBbNI/AAAAAAAAALU/y17Eyk4_Nf0/s1600/carnaval-de-arlequim.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495716440889715922" src="http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TES0_EWBbNI/AAAAAAAAALU/y17Eyk4_Nf0/s200/carnaval-de-arlequim.gif" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 142px; margin: 0 10px 10px 0; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho que prefiro&lt;br /&gt;Mas não tenho certeza&lt;br /&gt;Se tento me encontrar nesse delírio&lt;br /&gt;De procurar não me perder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E encontro um motivo &lt;br /&gt;Para tentar me buscar perdido&lt;br /&gt;Procurando me achar&lt;br /&gt;Mas sem certeza de me querer &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: O carnaval de Arlequim, Joan Miró&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-88752050398899768?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/88752050398899768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=88752050398899768&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/88752050398899768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/88752050398899768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/07/bagunca.html' title='Bagunça'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TES0_EWBbNI/AAAAAAAAALU/y17Eyk4_Nf0/s72-c/carnaval-de-arlequim.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-7756092849707526416</id><published>2010-07-07T09:09:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:32:28.114-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>A peça</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TDSnkA1rsrI/AAAAAAAAALE/kPmPhOxck_c/s1600/MiroCatalan5.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491198082813768370" src="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TDSnkA1rsrI/AAAAAAAAALE/kPmPhOxck_c/s400/MiroCatalan5.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 258px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: Catalan Landscape: The Hunter, Joan Miró&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início a peça achava que fazia parte do tabuleiro de xadrez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou pretensiosa, queria ser rei, rainha. Após a primeira derrota, antes mesmo de entrar em campo, cobiçou ao menos o posto de um bispo ou de uma torre. Perdida a prepotência inicial, deixou-se estar entre os peões. Mas a recepção não foi calorosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lhe empurraram para fora do tabuleiro, era diferente deles. A cor não era a mesma, o desenho não era o mesmo, tudo era estranho ao mundo das peças de xadrez. Sem nenhuma utilidade específica, a peça ficou de canto em canto obstruindo passagem, ocupando espaços alheios e importunando o campo de visão das outras até resolver ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não tinha onde passar a noite. Para sua esperança, avistou ao longe um jogo de damas. As senhoras circulares e chatas logo a olharam de soslaio, mas pouco fizeram. A peça achou que finalmente havia se encontrado. Pura ilusão. Também era uma peça estranha entre as grã-finas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a caixa das pedras estava sendo fechada após longa batalha, delicadamente, as damas sentiram lhe informar que não havia mais espaço para pernoitar por ali. Quando deu as costas e seguiu seu caminho, pode ouvir ainda algumas risadinhas jocosas ao fundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde poderia ir? Os tabuleiros não são lugares de fácil adaptação. Todos são parecidos entre si e um corpo estranho pode causar grande estrago mostrando que a preciosa semelhança não passa de um conjunto de plástico vazio e frágil. Ela era de madeira, hoje em dia quase não se fazem peças de tamanha densidade.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurou se encaixar no Gamão. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;War&lt;/span&gt;. No auge do desespero foi para Las Vegas tentar a sorte rodando feito uma prostituta nas mesas de jogatina. Logo começou a cair em copos de whisky e, em algumas semanas, já mergulhava neles seguindo o próprio vício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de uma manhã ensolarada, em plena ressaca, a peça acordou e saiu a cambalear pelas ruas na tentativa de encontrar algum ser inanimado com quem pudesse conversar sobre seus dias solitários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa distração matutina, acabou atropelada por um pé humano no meio da calçada e voou para longe. Com a madeira dolorida, ainda sentiu alguém carrega-la e lança-la direto a uma caçamba. Quando acordou, estava cercada por outras peças – todas estranhas, quebradas, mutiladas, diferentes. Finalmente em casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-7756092849707526416?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/7756092849707526416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=7756092849707526416&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7756092849707526416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7756092849707526416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/07/peca.html' title='A peça'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TDSnkA1rsrI/AAAAAAAAALE/kPmPhOxck_c/s72-c/MiroCatalan5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-1936156316037717618</id><published>2010-06-24T13:36:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T15:56:20.489-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaio'/><title type='text'>As coisas que nunca vão acontecer</title><content type='html'>Certas tardes, combinadas com antecedência na empolgação das possibilidades, nunca vão anoitecer. Permanecerão intactas dentro do limiar do sonho, eternizadas pela memória de quem um dia as sonhou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certos planos nunca vão sair do papel e a vontade de torná-los reais esmorecerá, queimando junto com as folhas acobreadas das árvores após a geada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas palavras nunca serão ditas, logo as mais necessárias; vão parar no campo do pensamento e jamais fluir pelo ar em notas afinadas ou não, na melodia abrupta do coexistir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns detalhes nunca serão notados; se perderão no decorrer dos anos com a sua sutileza sendo tragada pela voracidade do tempo. A flor do vestido; o botão solto da camisa; a doçura daquele bolo de tangerina perdido em alguma manhã luminosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas músicas nunca serão transcritas em partituras, gravadas em velhas fitas ou transpostas da mente para um instrumento. E alguns poemas só vão existir no campo das ideias, não haverá a coragem necessária para torná-los reais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas nunca vão se conhecer, enquanto outras jamais se encontrarão novamente, mesmo na busca desesperada pelo semblante familiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem errado, a esquina certa, os passos perdidos na estranha dança do desencontro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TCPCAFXin6I/AAAAAAAAAKs/CXnaBG5F9bI/s1600/schiele_autumn.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486442077764100002" src="http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TCPCAFXin6I/AAAAAAAAAKs/CXnaBG5F9bI/s320/schiele_autumn.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 314px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: Árvores de Outono (1911), Egon Schiele.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-1936156316037717618?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/1936156316037717618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=1936156316037717618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/1936156316037717618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/1936156316037717618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/06/as-coisas-que-nunca-vao-acontecer.html' title='As coisas que nunca vão acontecer'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TCPCAFXin6I/AAAAAAAAAKs/CXnaBG5F9bI/s72-c/schiele_autumn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-535591613037665792</id><published>2010-06-10T09:06:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T16:37:49.939-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Ah-deus</title><content type='html'>Às pequenas coisas&lt;br /&gt;Às grandes ilusões&lt;br /&gt;Às imensas tragédias de vida&lt;br /&gt;À sutil doçura da morte&lt;br /&gt;À esperança fugaz da mudança&lt;br /&gt;À desilusão eterna da inércia&lt;br /&gt;Ao ruído que pode transformar&lt;br /&gt;Ao silêncio que permanece intacto &lt;br /&gt;Às sementes da discórdia&lt;br /&gt;Ao esmorecer do consenso &lt;br /&gt;Às palavras que não foram atos&lt;br /&gt;Às ações não ditas&lt;br /&gt;Ao desespero inerente à tentativa&lt;br /&gt;À calma do escape ao movimento&lt;br /&gt;À frustração de todas as horas&lt;br /&gt;À satisfação do tempo que se esvai&lt;br /&gt;Ao todo, a tudo, a nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o que importa é a luz&lt;br /&gt;E a eternidade&lt;br /&gt;Bem-vinda &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;("God is a concept by which we measure our pain" God, Lennon) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TBENrShJFJI/AAAAAAAAAKg/Q2VeUtq0vdU/s1600/van-gogh.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481177258842985618" src="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TBENrShJFJI/AAAAAAAAAKg/Q2VeUtq0vdU/s320/van-gogh.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 251px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: Starry night over the Rhone, Van Gogh&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-535591613037665792?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/535591613037665792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=535591613037665792&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/535591613037665792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/535591613037665792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/06/ah-deus.html' title='Ah-deus'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TBENrShJFJI/AAAAAAAAAKg/Q2VeUtq0vdU/s72-c/van-gogh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-7553614236101161644</id><published>2010-06-01T07:14:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T16:38:07.975-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>I don´t (exist)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TAUXY5ce0wI/AAAAAAAAAKQ/37N68MqpeUk/s1600/klimtwaterserpentsii.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477810238270657282" src="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TAUXY5ce0wI/AAAAAAAAAKQ/37N68MqpeUk/s320/klimtwaterserpentsii.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 174px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Who?&lt;br /&gt;Not me&lt;br /&gt;I don’t &lt;br /&gt;Exist&lt;br /&gt;Barely&lt;br /&gt;Feel &lt;br /&gt;A piece &lt;br /&gt;Of meat &lt;br /&gt;Going down &lt;br /&gt;The red river&lt;br /&gt;Contaminated&lt;br /&gt;Flesh  &lt;br /&gt;Bloody water &lt;br /&gt;Disease&lt;br /&gt;Eat me&lt;br /&gt;Hate me &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Water Serpents II, Gustav Klimt&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-7553614236101161644?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/7553614236101161644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=7553614236101161644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7553614236101161644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7553614236101161644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/06/i-dont-exist.html' title='I don´t (exist)'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TAUXY5ce0wI/AAAAAAAAAKQ/37N68MqpeUk/s72-c/klimtwaterserpentsii.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-88182320252634704</id><published>2010-05-18T12:25:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T16:38:26.841-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Carnificina</title><content type='html'>É sangue pra todo lado&lt;br /&gt;É pedaço do pedaço de passado&lt;br /&gt;A caixa quebrada&lt;br /&gt;De todas as coisas da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A muleta nem me serve de apoio&lt;br /&gt;As pernas funcionam bem&lt;br /&gt;Mas o coração bate fraco&lt;br /&gt;E a alma declina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S_LqG3AYVJI/AAAAAAAAAKI/IEOmTLySEBk/s1600/O+sono+da+raz%C3%A3o+Goya,+gravura.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472693900774233234" src="http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S_LqG3AYVJI/AAAAAAAAAKI/IEOmTLySEBk/s320/O+sono+da+raz%C3%A3o+Goya,+gravura.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 214px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: "O sono da razão produz monstros", Goya&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-88182320252634704?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/88182320252634704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=88182320252634704&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/88182320252634704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/88182320252634704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/05/carnificina.html' title='Carnificina'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S_LqG3AYVJI/AAAAAAAAAKI/IEOmTLySEBk/s72-c/O+sono+da+raz%C3%A3o+Goya,+gravura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-4391997998728211045</id><published>2010-05-12T11:53:00.001-07:00</published><updated>2011-12-28T17:36:07.984-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>O fim do café da manhã</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S-r5N_apwUI/AAAAAAAAAKA/WRoVRrqZDaU/s1600/basquiat_dust_heads.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470458716151726402" src="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S-r5N_apwUI/AAAAAAAAAKA/WRoVRrqZDaU/s400/basquiat_dust_heads.gif" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 309px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 360px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: Dust Heads, Basquiat&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“São Paulo, nove horas em ponto. A neblina é forte em algumas regiões da cidade, o trânsito flui bem...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nove horas... é muito cedo ou muito tarde?&lt;br /&gt;-Depende. Se você acordou agora, cedo. Se nunca dormiu, tarde demais. &lt;br /&gt;-Ah deus, preciso de um litro de café... e já são nove...&lt;br /&gt;-Você nunca se esquece das horas?&lt;br /&gt;-Ouvi dizer que o café vai acabar até 2020, as plantações serão escassas e cada grão será vendido a peso de ouro, como no passado e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“...é o primeiro time a se classificar para as quartas de final da Libertadores. Foi por pouco, um milagre do quase vilão da partida, Rogério Ceni, que perdeu dois....”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que é hora de ir... já deu o tempo.&lt;br /&gt;-Mas parece tão pouco tempo, é tão cedo pra mim.&lt;br /&gt;-Só impressão, guarde seu otimismo embaixo da cama e vamos embora.&lt;br /&gt;-Eu queria poder ficar mais um pouco.&lt;br /&gt;-Mas não pode, ninguém pode ficar além do pouco tempo que tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A mancha de óleo se alastrou rapidamente. O rio Mississipi corre risco de ser contaminado, e quem vai pagar por isso?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Queria ouvir uma música antes de ir.&lt;br /&gt;-Fique à vontade, mas lembre-se, já deu a hora.&lt;br /&gt;-Ok. Sabia que o Jeff Buckley morreu afogado? &lt;br /&gt;-Ele se matou e o encontraram no Mississippi &lt;br /&gt;-Não, foi um acidente mesmo, ele estava nadando num afluente do rio e daí...&lt;br /&gt;-Ah, sei. Não faz diferença deixar-se afogar ou amarrar uma corda no pescoço&lt;br /&gt;-Como assim? Acho que...&lt;br /&gt;-Deixa pra lá. Já deu a hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-4391997998728211045?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/4391997998728211045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=4391997998728211045&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/4391997998728211045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/4391997998728211045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/05/o-fim-do-cafe-da-manha.html' title='O fim do café da manhã'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S-r5N_apwUI/AAAAAAAAAKA/WRoVRrqZDaU/s72-c/basquiat_dust_heads.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-6097919221723040937</id><published>2010-04-27T11:25:00.001-07:00</published><updated>2011-12-28T16:39:44.260-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Ruídos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S9csN4zesmI/AAAAAAAAAJ4/Nvb8zZN1Wyg/s1600/MyBloodyValentine-Loveless.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464885289935614562" src="http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S9csN4zesmI/AAAAAAAAAJ4/Nvb8zZN1Wyg/s320/MyBloodyValentine-Loveless.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nostalgia é um ruído magenta-triste, forte e com sombras espalhadas em alguns pontos da memória. Dias frios e chuvosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu assistia Lost in Translation na cama com uma preguiça eterna de sair dela. E ouvia My Bloody Valentine na sequência, porque a dor, ao contrário do que pensam, também é rosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a solidão nos copos de whisky e cigarros de pubs perdidos no mundo é real. Mas talvez ela não tenha sido feita para ir embora. Nós somos a nossa própria solidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos as guitarras distorcidas e o fundo dramático da coisa toda. Nossas lágrimas são notas desconexas no meio do ruído.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não tenho amor, eu não tenho nada além do álbum da capa rosa”. Meu vazio se expande como o universo das noites sem estrelas. Meu vazio me absorve nos seus braços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o objetivo de tudo é saber o que ele diz no sussurro final antes de pegar o táxi. E isso importa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São apenas palavras ao vento, como as distorções cor-de-rosa e as notas – que na verdade são lágrimas – molhando tudo antes de partirem para o infinito.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Loveless, My Bloody Valentine&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-6097919221723040937?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/6097919221723040937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=6097919221723040937&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/6097919221723040937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/6097919221723040937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/04/ruidos.html' title='Ruídos'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S9csN4zesmI/AAAAAAAAAJ4/Nvb8zZN1Wyg/s72-c/MyBloodyValentine-Loveless.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-128875172521285265</id><published>2010-04-26T09:10:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:33:37.708-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Ponto de fuga</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S9W7UIq1g7I/AAAAAAAAAJw/cnJgHWA7TiM/s1600/6a00d83452496169e200e54f264ff18833-800wi.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464479677482894258" src="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S9W7UIq1g7I/AAAAAAAAAJw/cnJgHWA7TiM/s320/6a00d83452496169e200e54f264ff18833-800wi.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 180px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fu.ga -&lt;/span&gt;sf (lat fuga) 1 Ato ou efeito de fugir. 2 Saída, retirada, partida rápida para escapar a perseguições. 3 Orifício por onde sai ar, fumo, gás, luz etc. 4. Peça musical polifônica, na qual se desenvolve um tema, em contraponto. 5. Escapatória, subterfúgio. 6. Espaço, margem, sobra. Pontos de fuga: em desenho, pontos de duas retas divididas homograficamente, tendo cada um, por ponto homólogo, na outra reta, o ponto ao infinito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do décimo sexto andar, de frente para lua, eu vejo você lá embaixo. &lt;br /&gt;Você, com uma vela entorpecente nas mãos, um ponto luminoso no universo que o engole aos poucos em sua imensidão perdida. A vela da missa dos inocentes de antes - a única luz no túnel sem começo e sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será que você pensa da vida? Você que parece não ter identidade no meio de outros pontos luminosos em cobertores de lã e andar triste no meio da avenida de sonho e concreto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A madrugada é o seu tempo, a penumbra é a sua casa. E nas nuances de amarelo nostálgico das luzes do centro você se encontra e se perde no andar torto em busca de compreensão. A lua é tão bonita aqui de cima. “Parece um limão, lemmon moon”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós estamos a salvo com a nossa empolgação passageira de sábado à noite, observando a insegurança se retorcer nas calçadas. Daqui a pouco o dia nasce e as cores de vinho barato e toranja vão se emaranhar no céu num fluxo incessante de dor e vida saindo da escuridão. O nascimento.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e para você, que não sai da escuridão, como será encarar o dia - o sol batendo nos ossos da face, trazendo a lembrança de que a vida existe e talvez você deva fazer algo com ela? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente queria saber aonde essa procissão de almas perdidas vai parar quando o dia amanhece. Para onde cada uma delas irá? Onde poderiam encontrar o conforto perdido após a mutilação interior? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor que carregam deve ser maior do que toda a angústia ancestral do mundo, queimando em pontas luminosas bem lá embaixo, tão longe da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: El Hombre de Fuego - Orozco, José Clemente  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-128875172521285265?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/128875172521285265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=128875172521285265&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/128875172521285265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/128875172521285265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/04/ponto-de-fuga.html' title='Ponto de fuga'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S9W7UIq1g7I/AAAAAAAAAJw/cnJgHWA7TiM/s72-c/6a00d83452496169e200e54f264ff18833-800wi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-2793432691606325054</id><published>2010-04-20T05:30:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T16:40:47.007-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><title type='text'>Barulho transcendental</title><content type='html'>Sábado à noite, estúdio Noise Terror, Jabaquara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui acaba a objetividade dessa resenha, porque não seria possível mantê-la e ao mesmo tempo descrever a apresentação do &lt;a href="http://www.myspace.com/vincebuzfuzzrock"&gt;Vincebuz&lt;/a&gt; no último final de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Alguns momentos foram feitos para serem esquecidos”, alguém me disse naquela noite, com um otimismo bizarro contraposto à frase um tanto curiosa. Mas o sentido não poderia caber melhor – a pessoa se referia, disse-me, a certas experiências intensas que devem ser vividas plenamente no momento, e dane-se se vamos recordá-las ou não (algo difícil de se fazer dependendo da quantidade de entorpecentes em questão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo acreditando nessa ideia como uma boa definição para a força singular que algumas apresentações ao vivo despertam, compartilho o que sobrou na minha memória e o que consegui captar, digamos, do inconsciente coletivo dos que estavam presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 é D+, Projeto Trator e Hierofante Púrpura deram início à tormenta.  O local iluminado apenas por uma luz vermelha baixa remetia à cena de algum filme do David Lynch, uma atmosfera de sonho que deixava a visão quase distorcida na pouca luz que delineava as sombras nas paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começou a arrumar toda aquela parafernália – duas baterias, copos, correntes, tambores, sintetizador, pedais, instrumentos que poderiam servir para algum tipo de ritual religioso contemporâneo – o Vincebuz já havia começado sua apresentação. Os curiosos se aproximavam e observavam com interesse a movimentação da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O set da bateria sem dúvida chamou a atenção, não somente pelo fato de serem dois bateristas, o que traria, no mínimo, algo com forte densidade sonora, mas pela forma como as baterias estavam montadas: os dois compartilhavam um bumbo (Como aquilo não explodiu? Depois fiquei sabendo que eles alternavam as batidas de forma intuitiva) e alguns pratos “comunitários”, de lado para o público, frente a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a apresentação começou de fato, a sincronia e o ritmo das batidas faziam um baterista parecer o reflexo do outro, literalmente. E num sentido mais amplo, era o que acabava acontecendo dada a tamanha sinergia entre os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a todo o barulho dois caras começam a palpitar sobre o som, e logo me meto na conversa como se já fossem velhos conhecidos. Falavam de quão impactante era, musicalmente, visualmente. Comentei sobre essa ideia do espelho e um deles, chapado de LSD, sentiu-se completamente compreendido com o meu comentário: “caaara, estava tendo exatamente essa brisa”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro os pitacos aleatórios dos fanáticos por música, que estavam de olhos e ouvidos bem abertos – o que não foi algo simples de se fazer, levando em conta o breu do local e alguns picos de microfonia que me faziam, por alguns instantes, esquecer meu amor por  Sonic Youth e tapar os ouvidos no intento de salvar o que ainda resta da minha audição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil definir o que aconteceu por ali. Que diabo de estilo poderia sintetizá-los? Experimental? Talvez. Algo ligado a algum tipo de ritual, uma experiência além da música, cairia muito bem para esse show. Interessante ver as reações dos doidos plantados em frente à banda, acompanhando o ritmo como podiam. A ligação entre os integrantes - que é realmente absurda, todos estavam com a alma pra fora, saindo de si ao mesmo tempo – foi compreendida e ganhou o acompanhamento de quem assistia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guitarra estupidamente distorcida, reverb estourando, alguns gritos esparsos que poderiam ser a letra ou não. Se fosse apenas isso seria mais uma banda barulhenta tocando em algum beco da vida. Mas a execução deles faz grande diferença, o entrosamento nesse estado de transe é algo intenso de se ver e faz a apresentação ser completa – não só música, não só “performance”, a integração entre os dois aspectos que faz a experiência ser completa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O set de três músicas, mesclado com improvisos transcendentais, durou pouco para quem estava por lá. Quando acenderam as luzes brancas e o fim da noite foi declarado, as pessoas saíram do ritual com vontade de começá-lo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira um trecho do show: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LROtWH-V2uk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LROtWH-V2uk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-2793432691606325054?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/2793432691606325054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=2793432691606325054&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/2793432691606325054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/2793432691606325054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/04/barulho-transcendental.html' title='Barulho transcendental'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-3895751730110191354</id><published>2010-04-12T11:37:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T16:41:08.004-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Sangria</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S8NpH16tXLI/AAAAAAAAAJg/5cHhQyABzXc/s1600/munch2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459322756756495538" src="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S8NpH16tXLI/AAAAAAAAAJg/5cHhQyABzXc/s320/munch2.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 244px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dilacerado&lt;br /&gt;A carne viva&lt;br /&gt;Sangra a neblina &lt;br /&gt;Bruma que vai até a alma&lt;br /&gt;Nos olhos embaçados pela tristeza&lt;br /&gt;A janela não deixa sombra de dúvida&lt;br /&gt;Para quem olha com um pouco mais de atenção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: Auto-Retrato com Cigarro, Edvard Munch &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-3895751730110191354?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/3895751730110191354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=3895751730110191354&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3895751730110191354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3895751730110191354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/04/dilacerado-carne-viva-sangra-neblina.html' title='Sangria'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S8NpH16tXLI/AAAAAAAAAJg/5cHhQyABzXc/s72-c/munch2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-7036745026032930337</id><published>2010-03-31T09:42:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:34:03.970-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Um novo passado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S7N7-PrFinI/AAAAAAAAAJY/dYS3IQqw5WE/s1600/renoir-beach-scene-guernsey.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454839882965158514" src="http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S7N7-PrFinI/AAAAAAAAAJY/dYS3IQqw5WE/s320/renoir-beach-scene-guernsey.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 266px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: Beach Scene, Guernsey (Children by the sea in Guernsey), Renoir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei pelos fundos da pequena casa de alvenaria cercada por um gramado seco e com brechas de terra batida nos muitos pontos falhos. O cachorro estava solto no pequeno quintal, mas não me estranhou totalmente, apenas pulou em meus braços, sujando minha roupa com toda sua alegria na recepção ao novo estranho que adentrava seu recinto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avistei a entrada da cozinha, fresca diante daquela tarde quente que adormecia crianças por toda a vila. Entrei sorrateira e dei de cara com um rapaz, que me olhou espantado e curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, desculpe o susto, vim encontrar a Julia...&lt;br /&gt;-Tudo bem, pode entrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim o conheci e nem imaginava o futuro que nos pertencia. As pessoas e seus encontros improváveis, quanta beleza cerca esse acaso. Os desconhecidos de um minuto atrás com suas ideias variadas vêm e vão, passeando pela minha vista, até que um me chama a atenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oi, desculpa a demora, acabei de sair do banho...&lt;br /&gt;-Sem problema, vamos indo?&lt;br /&gt;-Me dá mais um minuto e estou pronta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sala da casa, fotos espalhadas na estante, como é costume nos lares que são ou foram felizes algum dia. Os dois pequenos, na praia, em uma; ela com o barquinho de papel, na água, em outra; o menino chorando no colo da mãe com a cara suja de bolo de aniversário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas e suas lembranças, tão valiosas e presentes que parecem nunca passar, ficam presas em imagens coloridas e invertidas nos negativos de suas câmeras antigas. Sinto-me tomando parte de um novo passado, do futuro dele e do presente dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Podemos ir agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E partimos. Todos os dias partimos para o desconhecido, com a sensação agradável da surpresa e das possibilidades que nos esperam, ou com o medo primário que não abandonamos devidamente na infância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um retrato próximo à porta de entrada, Julia aparece à beira da piscina, com medo de molhar os pés. Hoje em dia, se joga na correnteza leve do mar sabendo que conseguirá voltar. E assim segue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-7036745026032930337?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/7036745026032930337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=7036745026032930337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7036745026032930337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7036745026032930337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/03/um-novo-passado.html' title='Um novo passado'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S7N7-PrFinI/AAAAAAAAAJY/dYS3IQqw5WE/s72-c/renoir-beach-scene-guernsey.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-6386282100735431647</id><published>2010-03-19T08:08:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T16:41:56.907-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaio'/><title type='text'>Lendas falantes da América onírica</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S6OUAgsxu8I/AAAAAAAAAJQ/oOiHEDXPw1c/s1600-h/fear_and_loathing_in_las_vegas4.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450362710547086274" src="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S6OUAgsxu8I/AAAAAAAAAJQ/oOiHEDXPw1c/s400/fear_and_loathing_in_las_vegas4.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 265px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Johnny Depp e Benicio del Toro no filme "Medo e Delírio"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil encarar a vida de frente, olhar em seus olhos e ver a piada pronta refletida. “Ah, você está vivo? Mas é só por um tempo, nem se empolgue...Por que está aí parado?”. Nunca é o suficiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a gente vai dando com a cara no chão, errando feio, apostando e azarando, vendo todo mundo andar enquanto aparentemente estamos no mesmo lugar. E de fato estamos. Todos caminhando pro mesmo destino, lugar nenhum, total desconhecimento de onde chegaremos ao final. Existe sensação mais amedrontadora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses me peguei rezando mentalmente para algum ser divino não existente (quem me dera ter ao menos fé como combustível...) por alguma motivação estúpida e esperançosa na busca por resposta para esse enigma mais estúpido ainda que chamamos de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da noite, em um andar alucinado pelas ruas de uma Las Vegas deserta e onírica, um carro parou ao meu lado com um tipo à la Hunter Thompson em “Medo e Delírio” - com um cigarro deitado no canto esquerdo da boca e óculos de olhos entorpecidos me fitando, parecia querer uma informação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na real, ele sim queria me dar uma informação, talvez a que eu tenha pedido na noite anterior, porque talvez fosse realmente o Thompson, velho camarada de uma profissão sem futuro, que se suicidou há alguns anos. Soltou as palavras meio gritando, meio saindo fora, com aquele bafo de dry martini, “Você não precisa viver todas as possibilidades para ter uma vida plena!!!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti que só faltou o “your fucking asshole” no final da sentença para acabar com a minha demência investigativa sobre vida e morte. Mas que diabos ele quis dizer com isso? Que raio de moral o Thompson e aquele bendito advogado samoano portador de armas e drogas ilícitas têm para pra me dizer justamente que “não preciso viver todas as possibilidades”?? What the fuck! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no fundo acho que ele estava certo. Talvez viver todas as possibilidades, ou pensar demais em vivê-las, esgote uma pessoa. Drogas mais potentes, noites e dias mais divertidos, empregos melhores, mais dinheiro, jantares, amores... O “tudo” é demais! Como foi pra ele no dia em que apontou uma arma para cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha viagem a América onírica que me dá até vontade de chorar quando lembro das crianças de Ohio (as únicas que podem chorar) e do pai do Dean, e dos dois loucos das corridas no deserto, e do Dylan que jamais seguiu líder nenhum, tirei isso: a própria vida já é suficiente, então para que viver a dos outros também? A competição e o desejo inesgotáveis são demais para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-6386282100735431647?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/6386282100735431647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=6386282100735431647&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/6386282100735431647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/6386282100735431647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/03/lendas-falantes-da-america-onirica.html' title='Lendas falantes da América onírica'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S6OUAgsxu8I/AAAAAAAAAJQ/oOiHEDXPw1c/s72-c/fear_and_loathing_in_las_vegas4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-5853013575376683975</id><published>2010-03-18T12:15:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T16:42:16.748-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Blue up</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S6J8JPaxreI/AAAAAAAAAJI/7N-toL2LeTg/s1600-h/kandinsky.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450054997271227874" src="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S6J8JPaxreI/AAAAAAAAAJI/7N-toL2LeTg/s400/kandinsky.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 297px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu preciso &lt;br /&gt;De uma dose de realidade&lt;br /&gt;Pra sair dessa loucura&lt;br /&gt;Minha cabeça anda na lua&lt;br /&gt;E meus pés não encontram o chão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu bem, eu vou longe&lt;br /&gt;Você nem pode imaginar&lt;br /&gt;Eu vou além das estrelas&lt;br /&gt;O mar parece uma piscina&lt;br /&gt;Lá de onde eu consigo olhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: Sky Blue, Wassily Kandinsky&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-5853013575376683975?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/5853013575376683975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=5853013575376683975&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5853013575376683975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5853013575376683975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/03/blue-up.html' title='Blue up'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S6J8JPaxreI/AAAAAAAAAJI/7N-toL2LeTg/s72-c/kandinsky.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-142634393618676463</id><published>2010-03-16T08:58:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T16:42:36.852-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>A saudade que eu sinto é doce como uma manhã de domingo &lt;br /&gt;É tão inocente que parece uma fábula antiga &lt;br /&gt;É tão colorida que me lembra uma viagem de LSD&lt;br /&gt;É tão simples, como uma canção de blues &lt;span style="font-style: italic;"&gt;old school&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E tão esperançosa quanto o fim de uma guerra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade que eu lembro é o jeito que me fazia sorrir&lt;br /&gt;É tão real que o meu pulso realmente acelera&lt;br /&gt;É tão sutil que às vezes me pego na minha surpresa&lt;br /&gt;É tão absurda, como as ideias que eu nunca tive&lt;br /&gt;E tão pura quanto os versos que ainda não escrevi &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de triste não tenho mais nada&lt;br /&gt;Só a lembrança da tristeza de um dia&lt;br /&gt;O suficiente para achar graça no fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na memória o antigo pranto &lt;br /&gt;O abismo que separava o eterno&lt;br /&gt;Agora é um detalhe para o céu colorir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S5-sp3xtBrI/AAAAAAAAAJA/jR3GKaHtmqo/s1600-h/monet-vanilla-sky-2-ths-scene-at-argenteuil2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449263909488625330" src="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S5-sp3xtBrI/AAAAAAAAAJA/jR3GKaHtmqo/s400/monet-vanilla-sky-2-ths-scene-at-argenteuil2.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 299px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: O Sena em Argenteuil, Claude Monet&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-142634393618676463?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/142634393618676463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=142634393618676463&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/142634393618676463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/142634393618676463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/03/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S5-sp3xtBrI/AAAAAAAAAJA/jR3GKaHtmqo/s72-c/monet-vanilla-sky-2-ths-scene-at-argenteuil2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-4849127237879665359</id><published>2010-03-10T09:45:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T16:42:55.758-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Ao meio-dia, o verão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S5fdMDlXU9I/AAAAAAAAAIo/WGSvz7DWbQE/s1600-h/Ao-meio-dia-o-verao.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447065473518097362" src="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S5fdMDlXU9I/AAAAAAAAAIo/WGSvz7DWbQE/s400/Ao-meio-dia-o-verao.jpg" style="display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 304px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por que tão tristemente&lt;br /&gt;Esses olhos fitam-me?&lt;br /&gt;Não basta a lamuria da vida&lt;br /&gt;Ecoando o viver? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta o vento fugindo&lt;br /&gt;Pela noite, o bramido?   &lt;br /&gt;O abrigo que aguarda&lt;br /&gt;O vento não pode ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentei, ao menos, tentei&lt;br /&gt;O erro foi resultado, mas ao menos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que na própria morte&lt;br /&gt;Busca-se a vida?&lt;br /&gt;Não basta a incerteza do lar&lt;br /&gt;Aonde leva o morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta o dia queimando&lt;br /&gt;Sol poente, esvaindo-se?&lt;br /&gt;O escuro que o espera&lt;br /&gt;O dia não pode ver &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentei, ao menos, tentei&lt;br /&gt;O erro foi resultado, mas ao menos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó triste dama que caminha&lt;br /&gt;O sangue ralo a correr&lt;br /&gt;Pela relva pálida da vida&lt;br /&gt;Por veias e vales sem cor&lt;br /&gt;Quem sabe quando for meio-dia&lt;br /&gt;E o verão ascender como fogo&lt;br /&gt;Quando menos esperar o vermelho &lt;br /&gt;Poderá encontrar-te de novo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: Ao meio-dia, o verão (Marc Chagall)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-4849127237879665359?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/4849127237879665359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=4849127237879665359&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/4849127237879665359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/4849127237879665359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/03/ao-meio-dia-o-verao.html' title='Ao meio-dia, o verão'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S5fdMDlXU9I/AAAAAAAAAIo/WGSvz7DWbQE/s72-c/Ao-meio-dia-o-verao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-3111574461480736443</id><published>2010-03-01T09:41:00.001-08:00</published><updated>2011-12-28T16:43:20.354-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Ego</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S4v_0fPD15I/AAAAAAAAAIA/HmMNx5FrCNQ/s1600-h/colossus-de-goya.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443725851810322322" src="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S4v_0fPD15I/AAAAAAAAAIA/HmMNx5FrCNQ/s320/colossus-de-goya.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 291px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Que a ferida incisa dos outros&lt;br /&gt;Se cure pelas mãos do destino&lt;br /&gt;Enquanto passeias feliz pela noite&lt;br /&gt;Achando graça no inferno, sorrindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre alma em forma de ostra&lt;br /&gt;Que se fecha no mar salgado&lt;br /&gt;Que também morre pela boca&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Colossus, Goya&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-3111574461480736443?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/3111574461480736443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=3111574461480736443&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3111574461480736443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3111574461480736443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/03/ego.html' title='Ego'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S4v_0fPD15I/AAAAAAAAAIA/HmMNx5FrCNQ/s72-c/colossus-de-goya.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-3982037309655788302</id><published>2010-02-08T05:02:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T16:46:24.047-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>No light, no tunnel</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S3AL8r1oEzI/AAAAAAAAAHA/Nv1fl0yOugk/s1600-h/William_Turner_-_Shade_and_Darkness_-_the_Evening_of_the_Deluge.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435857887423894322" src="http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S3AL8r1oEzI/AAAAAAAAAHA/Nv1fl0yOugk/s200/William_Turner_-_Shade_and_Darkness_-_the_Evening_of_the_Deluge.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 198px; margin: 0 10px 10px 0; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olho para a tela do mundo e vejo indiferença&lt;br /&gt;Eu olho as pessoas de futuro luminoso e sinto indiferença&lt;br /&gt;Eu olho a tempestade pela TV e vejo indiferença&lt;br /&gt;Eu olho nos olhos do cachorro magro e sinto indiferença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo os meus sonhos em outras mãos e nem me importo mais&lt;br /&gt;Eu vejo os minutos correndo pelo relógio e nem corro atrás&lt;br /&gt;Eu sinto muito por não ser e não ter e não sentir nada&lt;br /&gt;Não encontro o sentido, nem luz nem túnel, alegria ou mágoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: Shade &amp;amp; Darkness - the Evening of the Deluge, W. Turner&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-3982037309655788302?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/3982037309655788302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=3982037309655788302&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3982037309655788302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3982037309655788302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/02/no-light-no-tunnel.html' title='No light, no tunnel'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S3AL8r1oEzI/AAAAAAAAAHA/Nv1fl0yOugk/s72-c/William_Turner_-_Shade_and_Darkness_-_the_Evening_of_the_Deluge.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-5731505812882716649</id><published>2010-02-05T11:05:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T17:36:07.986-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Desprezo pelo futuro</title><content type='html'>- Quando você descobre a verdade sobra apenas o desprezo.&lt;br /&gt;- Desprezo pelo que?&lt;br /&gt;- Por tudo aquilo que te cerca. &lt;br /&gt;- E que verdade é essa da qual você tanto fala?&lt;br /&gt;- A minha.&lt;br /&gt;- E por que você se baseia apenas na própria ignorância?&lt;br /&gt;- Porque cansei de me basear na ignorância dos outros.&lt;br /&gt;- E o que descobriu baseando-se em si mesmo?&lt;br /&gt;- Que tudo é mentira - inclusive eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao som de todo o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PGc2f2282NE"&gt;Universo&lt;/a&gt;, porque amanhã será o nosso dia de sorte! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S3APWB9zyDI/AAAAAAAAAHQ/7f1CFsYhtrw/s1600-h/blurstill2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435861621395408946" src="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S3APWB9zyDI/AAAAAAAAAHQ/7f1CFsYhtrw/s320/blurstill2.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 222px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 302px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-5731505812882716649?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/5731505812882716649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=5731505812882716649&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5731505812882716649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5731505812882716649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/02/desprezo-pelo-futuro.html' title='Desprezo pelo futuro'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S3APWB9zyDI/AAAAAAAAAHQ/7f1CFsYhtrw/s72-c/blurstill2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-5598546663840200668</id><published>2010-01-12T10:10:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T16:47:10.280-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Eu que só queria você...</title><content type='html'>...vou colocar meu casaco, me vestir de triste &lt;br /&gt;Sair à francesa, sair da sua frente &lt;br /&gt;Eu que sempre fui a partida&lt;br /&gt;Eu que nunca cheguei à ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S0zPHVYmiZI/AAAAAAAAAGQ/svXzLyoEVEs/s1600-h/hopper.hotel-room.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425939375980972434" src="http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S0zPHVYmiZI/AAAAAAAAAGQ/svXzLyoEVEs/s320/hopper.hotel-room.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 291px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quadro: Hotel Room, Edward Hopper&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-5598546663840200668?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/5598546663840200668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=5598546663840200668&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5598546663840200668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5598546663840200668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/01/eu-que-so-queria-voce.html' title='Eu que só queria você...'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/S0zPHVYmiZI/AAAAAAAAAGQ/svXzLyoEVEs/s72-c/hopper.hotel-room.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-720129135914938397</id><published>2010-01-07T08:25:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T16:47:29.711-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>La Valse</title><content type='html'>Eu vou guardar você como um segredo&lt;br /&gt;Dentro de uma caixinha de música&lt;br /&gt;Que joga notas ao vento&lt;br /&gt;Sem pretensão de receber nada em troca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou ter você mesmo não tendo&lt;br /&gt;Como tenho o sol ou o dó que flutuam&lt;br /&gt;Vêm e vão pelo ar, em contratempo&lt;br /&gt;Sempre voltam no momento oportuno &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a bailarina a rodopiar solitária&lt;br /&gt;Será a única a saber dos meus planos &lt;br /&gt;E aguardará para dançar no teu ritmo insano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se um dia a música voltar a tocar&lt;br /&gt;A melodia não virá por mero acaso &lt;br /&gt;Mas sim para acompanhar o andar do teu compasso &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(p.s- isso vai virar música, quem viver verá!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-720129135914938397?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/720129135914938397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=720129135914938397&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/720129135914938397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/720129135914938397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/01/la-valse.html' title='La Valse'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-8529915668443432716</id><published>2010-01-04T09:30:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T16:47:49.352-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>À mercê</title><content type='html'>A cada silêncio uma facada&lt;br /&gt;Espero calmamente a hemorragia&lt;br /&gt;Até não haver mais o que se fazer&lt;br /&gt;A não ser morrer mais uma vez &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquemos agora cada qual no seu canto&lt;br /&gt;Em cada esquina com o próprio desengano&lt;br /&gt;Com a garrafa que pudermos sorver&lt;br /&gt;Com a esperança fugaz de um dia ter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se doer, deixemos que doa&lt;br /&gt;Os sentidos se perdem tão a toa &lt;br /&gt;Quando a imaginação é impiedosa&lt;br /&gt;E jaz numa incerteza dolorosa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem um lúgubre abrigo nos é deixado&lt;br /&gt;Assim, à mercê dos céus, ficam os fracos&lt;br /&gt;Quando Vênus já lhes deu as costas&lt;br /&gt;E canta alegremente suas derrotas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-8529915668443432716?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/8529915668443432716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=8529915668443432716&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/8529915668443432716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/8529915668443432716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2010/01/merce.html' title='À mercê'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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O mesmo quarto, os mesmos móveis, a mesma situação. Mais um dia se inicia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar no sol lá fora já é doloroso demais. Ficou imaginando os homens, em ternos e gravatas, as mulheres, em vestidos e sapatos plastificados. Mais um dia começa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanta da cama lerdamente, os pé demoram a tocar o chão do quarto. Na luz colorida da persiana percebe que o dia será quente. Mais um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai até o banheiro e encara o espelho. “Sou eu mesmo ainda, apenas eu”. Na cozinha faz um café, porcamente, com o resto do pó do dia anterior, para tentar acordar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vontade não é acordar. O desejo único é retroceder a uma época feliz de poucos meses atrás, que se tornou apenas uma fotografia antiga de um álbum perdido no tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela felicidade acabou. Há apenas o reflexo dela no presente - mais uma tormenta do que um alívio de certeza. Pensa em trabalhar, mas não consegue se mexer. Pensa em escrever isso, mas não consegue levantar a caneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toma três comprimidos, volta para cama, e retorna ao sonhar. &lt;br /&gt;Fim do dia. Ahhh&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-4081131082970543485?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/4081131082970543485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=4081131082970543485&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/4081131082970543485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/4081131082970543485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/12/alivio-passageiro.html' title='Alívio passageiro'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-666712526922429202</id><published>2009-12-10T07:08:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T16:48:58.800-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Partida</title><content type='html'>Primeiro, trato de esquecer os seus defeitos. O perdão é bem vindo.&lt;br /&gt;Falava demais&lt;br /&gt;Pensava demais&lt;br /&gt;Ouvia pouco&lt;br /&gt;Comia carne&lt;br /&gt;Bebia saquê&lt;br /&gt;Nunca esperava&lt;br /&gt;E se esperava,&lt;br /&gt;Era muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, passo a esquecer suas qualidades. Uma por uma. &lt;br /&gt;A inteligência&lt;br /&gt;O talento&lt;br /&gt;A delicadeza&lt;br /&gt;O bom humor&lt;br /&gt;A espontaneidade&lt;br /&gt;A insanidade&lt;br /&gt;A compreensão&lt;br /&gt;O amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, acabo com a sua voz na minha memória. O timbre que me acompanhava por todos os lugares. E os pequenos detalhes se vão, momentos sutis da convivência tão boba, porém, tão adorável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo vai perecer aos poucos. &lt;br /&gt;O todo vai desmontar &lt;br /&gt;Como uma casinha &lt;br /&gt;Feita de madeira &lt;br /&gt;Mal construída &lt;br /&gt;Descuidada&lt;br /&gt;Partida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-666712526922429202?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/666712526922429202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=666712526922429202&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/666712526922429202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/666712526922429202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/12/partida.html' title='Partida'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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em frente às visitas&lt;br /&gt;Restos de memória se apagando&lt;br /&gt;“São meus primos essas crianças?”&lt;br /&gt;Futuro se despedaçando pelo caminho&lt;br /&gt;Árvores e cinzas do dia chuvoso&lt;br /&gt;“Agosto, o mês do desgosto”&lt;br /&gt;Pássaros voando pela eternidade&lt;br /&gt;Nunca mais vou encontrá-los por aqui&lt;br /&gt;Arrependa-se, o ser supremo irá te ajudar&lt;br /&gt;Diga adeus, essa é sua última chance&lt;br /&gt;“Desligue a música, acabou”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-3379047826079401375?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/3379047826079401375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=3379047826079401375&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3379047826079401375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3379047826079401375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/12/lembrancas-da-minha-infancia.html' title='Lembranças da minha infância'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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/&gt;&lt;br /&gt;Madre, é quando hei de lhe encontrar?&lt;br /&gt;No além mar do pós-vida?&lt;br /&gt;Nos remédios, nas agulhas, nos hospitais?&lt;br /&gt;Todo lugar me lembra você&lt;br /&gt;Principalmente assim, no desamparo&lt;br /&gt;De ter que existir&lt;br /&gt;De qualquer forma, deformada&lt;br /&gt;Esperando o fim, sempre o fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadando assim&lt;br /&gt;Prestes a afogar &lt;br /&gt;Em ondas distantes&lt;br /&gt;Na falta de alegria&lt;br /&gt;Na tristeza sufocada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(p.s- linda ideia de verde-silêncio do meu querido Squeter; só levei mais adiante pela ironia que o destino me trouxe agora, e pela alegoria repleta de agulhas da minha infância)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-4959849785668211745?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/4959849785668211745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=4959849785668211745&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/4959849785668211745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/4959849785668211745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/12/verde-e-o-silencio-que-mora-na-sua-boca.html' title='Verde é o silêncio que mora na sua boca'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...algumas fitas,&lt;br /&gt;E alguns laços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Quadro: Vampire, E. Munch &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-520888870276770577?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/520888870276770577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=520888870276770577&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/520888870276770577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/520888870276770577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/11/sutileza-que-forma.html' title='A delicadeza que forma...'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/SxO14m6AvlI/AAAAAAAAAF8/lKV4rwD8Xl4/s72-c/enchantingsites-15-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-853642661087103696</id><published>2009-11-27T07:02:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T16:50:38.495-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Uma dose com a minha obsessão</title><content type='html'>De um lado da mesa eu, do outro ela&lt;br /&gt;Aprecio seus movimentos flutuantes, leves como plumas de liberdade&lt;br /&gt;Tão doce, tão viva, tão enlouquecidamente sem rumo&lt;br /&gt;Como eu vou esquecer essa risada?&lt;br /&gt;Como eu vou esquecer o tom da sua voz?&lt;br /&gt;Como eu vou ignorar a amada sutileza?&lt;br /&gt;Vive esquecendo tudo à sua volta, numa intensidade sem padrão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra dose, outra cor dentro do copo, isso nem me importa mais&lt;br /&gt;Você vaga sem o menor pudor na minha mente&lt;br /&gt;Forma intensa e delicada, sangue e sabor&lt;br /&gt;Não consigo olhar mais adiante&lt;br /&gt;Não consigo mais olhar para lado algum&lt;br /&gt;Não consigo respirar, pensar, fingir&lt;br /&gt;Enjôo, desespero insensato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pousa o copo levemente sobre o mármore&lt;br /&gt;Sinto o ardor do sol que bate na sua pele&lt;br /&gt;Na sua boca, vermelha labareda &lt;br /&gt;Como eu vou apagar esse jeito de olhar da minha memória?&lt;br /&gt;Como eu vou abandonar os dias que criei para passar com você?&lt;br /&gt;Que lobotomia vai me curar dessa loucura?&lt;br /&gt;Tire uma arma do seu coração, meu bem, e estoure o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tenho juízo, no momento seguinte me pego a flutuar&lt;br /&gt;Tal qual um navegante oscilando em marés incertas&lt;br /&gt;Sugado para dentro de um rodamoinho verde e cheio de dor&lt;br /&gt;De que maneira eu posso desistir depois te tanto tentar?&lt;br /&gt;Como posso não querer, se a lembrança invade meus sentidos?&lt;br /&gt;Como posso alimentar meu corpo, se a minha alma agoniza?&lt;br /&gt;Responda-me, obsessão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-853642661087103696?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/853642661087103696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=853642661087103696&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/853642661087103696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/853642661087103696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/11/uma-dose-com-minha-obsessao.html' title='Uma dose com a minha obsessão'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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mãos entrelaçadas num final de tarde, sua voz, sua conversa, seu sorriso. Tudo parecia se encaixar de forma perfeita na imagem de uma vida em comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo momento, o doce vigora acima do desespero. A brisa é calma e majestosa, a certeza impera com toda sua arrogância juvenil. A certeza absurda do para sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rotinas se entrelaçam, duas pessoas viram uma só. O seu sorriso é o meu sorriso, os seus sonhos são os mesmos que habitam a minha imaginação, o amor já aqueceu nossos corações frios e despedaçados por um mundo no qual não confiamos mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compreensão é mútua. Os pequenos defeitos, detalhes patéticos, deixamos passar, buscando não romper o laço estreito que se formou entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao amanhecer, tudo parece diferente. Já não há mais calor, apenas uma certa calma que perdura na tristeza que se aproxima com o fim. “Tinha que ser assim”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho tem uma bifurcação logo à frente e cada um de nós segue aquele que acredita suportar melhor. Músicas antigas agora soam como presságios do momento fatal: a corda se rompe, quando forçada demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vejo você sonhando apenas de longe, como um espectador, porém, sem saber o que desejar para ti – companhia ou solidão nesse novo rumo que te espera, nesse “novo” destino ao qual você pretende chegar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-5549122415800843298?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/5549122415800843298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=5549122415800843298&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5549122415800843298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5549122415800843298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/11/do-doce-ao-amargo-fim.html' title='Do doce ao amargo fim'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-3618948800565112059</id><published>2009-11-17T04:52:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T16:51:20.902-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Life is a Joke</title><content type='html'>Enterre os seus sonhos no chão mais frio que encontrar&lt;br /&gt;Se afogue na ânsia por lágrimas que não caem mais&lt;br /&gt;Se entregue às canções tristes e suicídas sem pensar duas vezes &lt;br /&gt;Lembre-se do que nunca fez&lt;br /&gt;E nunca vai fazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembre-se das pessoas que gostaria de encontrar&lt;br /&gt;E nunca mais vai ver&lt;br /&gt;Esqueça os dias ensolarados, eles se foram&lt;br /&gt;Você não foi bom o suficiente para fazê-los durar&lt;br /&gt;Liberte-se da sua prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre-se das suas próprias críticas insolentes&lt;br /&gt;Do seu próprio desrespeito&lt;br /&gt;Da dor que sentiu em todos que encontrou&lt;br /&gt;E guardou em uma caixa junto com seus arrependimentos&lt;br /&gt;Da dor de toda uma vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vida? Isso é vida? Algum dia foi?&lt;br /&gt;Isso que você chama de vida é uma perda de tempo&lt;br /&gt;E o que você chama de amor é um consolo para a solidão&lt;br /&gt;E o que você chama de família nem lembra o seu nome&lt;br /&gt;Parabéns por sobreviver a essa piada sem graça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-3618948800565112059?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/3618948800565112059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=3618948800565112059&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3618948800565112059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3618948800565112059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/11/life-is-joke.html' title='Life is a Joke'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-1588631933368126046</id><published>2009-10-23T11:08:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T11:15:19.692-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Angústia dos Anjos</title><content type='html'>"Eu queria correr, ir para o inferno,&lt;br /&gt;Para que, da psiquê no oculto jogo,&lt;br /&gt;Morressem sufocadas pelo fogo&lt;br /&gt;Todas as impressões do mundo externo!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;-de "As Cismas do Destino", Augusto dos Anjos&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-1588631933368126046?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/1588631933368126046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=1588631933368126046&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/1588631933368126046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/1588631933368126046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/10/mundano-enfermo.html' title='Angústia dos Anjos'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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livre dessa indagação fundamental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A angústia é uma corda no pescoço.&lt;br /&gt;É a resposta incerta&lt;br /&gt;É a expectativa da derrota prévia. &lt;br /&gt;A consciência da própria estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nunca vai embora&lt;br /&gt;Nunca vai embora&lt;br /&gt;Nunca vá embora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-5936128816510863910?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/5936128816510863910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=5936128816510863910&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5936128816510863910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5936128816510863910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/10/angustia.html' title='Angústia'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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Provavelmente - e infelizmente - os pequenos deverão sentir mais pelo aquecimento global do que os seres grandes "racionais" que detêm a razão e que destróem tudo o que veem pela frente). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/StXp2ISPKmI/AAAAAAAAAE0/gurvR--RQpo/s1600-h/1223977975264_f.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 258px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/StXp2ISPKmI/AAAAAAAAAE0/gurvR--RQpo/s320/1223977975264_f.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392473244992219746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ursinho,&lt;br /&gt;Tristonho ursinho&lt;br /&gt;No mundo a caminhar&lt;br /&gt;Plenamente sozinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ursinho branco&lt;br /&gt;A pata no gelo &lt;br /&gt;Que se esvai correndo&lt;br /&gt;No agora quente Pacífico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ursinho olhando&lt;br /&gt;O mundo vazio &lt;br /&gt;Consumido por tudo&lt;br /&gt;Que se esvai em um fio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ursinho tão triste&lt;br /&gt;Sozinho no Pólo&lt;br /&gt;A mãe ursa se foi&lt;br /&gt;Ele não tem mais colo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ursinho, ursinho&lt;br /&gt;Se você pudesse falar&lt;br /&gt;Diria que no mundo, pra você, &lt;br /&gt;Não há mais lugar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-3487234683196912790?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/3487234683196912790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=3487234683196912790&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3487234683196912790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3487234683196912790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/10/poema-infantil.html' title='Poema infantil'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/StXp2ISPKmI/AAAAAAAAAE0/gurvR--RQpo/s72-c/1223977975264_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-7690427531358394838</id><published>2009-10-13T09:20:00.001-07:00</published><updated>2011-12-28T17:33:37.712-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>No escritório</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cena 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Grupo de pessoas -&lt;/span&gt; Ha ha ha, jura??? Ele disse isso mesmo? Tá bricaaaando... Mas quem diria, também pudera, um operário presidente, tinha que ser burro! Imagina só, tanto doutor pra escolher e o povo coloca esse daí pra comandar o país, só gente burra no Brasil, ho ho ho!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ritinha -&lt;/span&gt; hahaha, você me mata nandinha! Sua lôca! Você é doida mesmo, hein menina, tem jeito de artista! Lembra daquele lá, que a gente viu no Louvre, ele pintava umas caras com uns desenhos geométricos misturados, coisa muito da feia... até o cara que pinta na paulista é melhor que aquele, mas a vida é sempre justa com os verdadeiros artistas, a vez do moço dos retratos há de chegar! Lembra daquele quadro que você comprou pra sua mãe? A Marisa Monte parecia de carne e osso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernandinha -&lt;/span&gt; Verdade, era muito lindo mesmo. E falando nisso, aquele disco da Marisa é um clássico da MPB, tudo de bom. Mas olha só quem ta aí! A novata da Camila! E aí querida, já comeu algum coisa? Nós fomos a um restaurante delicioso, um clima bem aconchegante... fica aqui pertinho, logo ali na aclimação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Camila -&lt;/span&gt; Hmm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernandinha -&lt;/span&gt; Muito bom, você tem que ir lá conosco algum dia...Hã... (pausa dramática)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ritinha -&lt;/span&gt; Mas e aí Roberto, você já foi lá também, né? Conta pra ela que delicia de lugar, bem simplezinho, acho que a porção custa apenas uns 50 reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Roberto -&lt;/span&gt; Verdade, é um dos mais em conta na região. Do lado daquela clínica de estética ótima que tem logo ali perto do estacionamento, subindo a rua.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fernandinha -&lt;/span&gt; Ahh (lembrança dramática!!). Mas você mora ali perto da Aclimação né Camila, com certeza já foi lá!! (expressão de felicidade meio deformada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Camila -&lt;/span&gt; Eu não costumo comer fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Grupo de pessoas -&lt;/span&gt; Ah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio até às 17:30h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-7690427531358394838?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/7690427531358394838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=7690427531358394838&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7690427531358394838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7690427531358394838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/10/no-escritorio.html' title='No escritório'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-3869742180101378518</id><published>2009-09-09T08:39:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T16:53:00.754-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><title type='text'>As Ondas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/SqfMWFyCpMI/AAAAAAAAAEs/O6mLv7oZRDg/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379492959798600898" src="http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/SqfMWFyCpMI/AAAAAAAAAEs/O6mLv7oZRDg/s320/clip_image002.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 226px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 167px;" /&gt;&lt;/a&gt;"Não quero emergir e viver à luz deste enorme relógio amarelo que não pára de fazer tiquetaque-tiquetaque".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando estou só, é com frequência que me deixo cair no vazio. Tenho que ter cuidado e ver onde ponho os pés para não tropeçar na orla do mundo e cair no vazio. Tenho que bater a cabeça nas paredes para poder voltar ao meu próprio corpo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora, a maré acaba por baixar. As árvores aproximam-se da terra; as ondas bravas que fustigam as minhas veias começam a agitar-se mais devagar, e o meu coração prepara-se para ancorar, como um veleiro, cujas velas se recolhem e caem sobre um convés imaculado. O jogo terminou."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-trechos do livro As Ondas, de Virginia Woolf&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-3869742180101378518?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/3869742180101378518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=3869742180101378518&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3869742180101378518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3869742180101378518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/09/as-ondas.html' title='As Ondas'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/SqfMWFyCpMI/AAAAAAAAAEs/O6mLv7oZRDg/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-4911173801683218122</id><published>2009-08-18T14:07:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:36:07.987-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Anormais animais</title><content type='html'>Algumas pessoas têm enzimas a menos na cabeça, como diria o meu pai, os chamados anormais. E os sintomas adversos incluem sensações como sentir o tempo passar no vento frio acompanhado pela chuva áspera e cortante. Sentir a ausência de algo que nem sabe explicar o que é. Sentir na garganta um nó instransponível formado por toda a angústia ancestral do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um detalhe das pessoas que possuem esse defeito (que talvez seja genético) é a capacidade de se relacionar e admirar apenas os seus semelhantes anormais. E justamente por isso a vida acaba sendo tão solitária, por ser tão difícil encontrar as outras sem-enzimas por aí para formar um vazio completo e construir o abismo para se jogar dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns consideram a falta da enzima uma doença, mas a maioria acredita que seja uma opção. Tenho uma teoria sobre quando se perde essa enzima. Se você sofre algum impacto muito forte na sua mente ainda jovem a tendência de perdê-la é muito grande. E não tem nada a ver com locomoção, fome, frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As enzimas desaparecem diante da cara e da indiferença do médico. Na risada e na indiferença do grupo. Na fala e na indiferença da família. Na incompreensão e indiferença do cônjuge. Na punição e indiferença do trabalho. Na dor e indiferença por si mesmo. Um nada multiplicado por milhares de vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há festas de aniversário para pessoas sem enzimas.&lt;br /&gt;Não há balada.&lt;br /&gt;Não há férias.&lt;br /&gt;Não há domingo.&lt;br /&gt;Não há família.&lt;br /&gt;Não há plano.&lt;br /&gt;Não há futuro.&lt;br /&gt;Não há empatia.&lt;br /&gt;Não há nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos essas pessoas anormais se encontram no fim do mundo para se distrairem e unir suas ausências, criando sensações etéreas e desconexas. Dessa união nasce o que as pessoas normais chamam de arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-4911173801683218122?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/4911173801683218122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=4911173801683218122&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/4911173801683218122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/4911173801683218122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/08/anormais-animais.html' title='Anormais animais'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-5355262115739503567</id><published>2009-07-30T08:07:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:33:37.714-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Natal dos hedonistas</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pressão?”&lt;br /&gt;“6.4.”&lt;br /&gt;“Continua baixando?”&lt;br /&gt;“Sim, de forma desenfreada”&lt;br /&gt;“Respiração?”&lt;br /&gt;“Não há mais sinal de estímulo próprio, as máquinas já fazem todo o trabalho”.&lt;br /&gt;“Batimento?”&lt;br /&gt;“Estável, mas muito baixo”.&lt;br /&gt;“Hmmm... Ele não deve passar de amanhã”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dezembro anterior).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma noite no final de dezembro, provavelmente noite de natal, não me recordo a data, mas as árvores estavam repletas de luzes coloridas e o cheiro de comida vinha por todos os lados. Minha depressão continuava forte, a vontade era passar os próximos cinco dias na cama apenas respirando. Minha irmã bate na porta. Deus do céu, pra que tanta pressa? Nem ao menos em Deus eu acredito! E aquela história da virgem Maria ter um filho enviado por anjo nunca me convenceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visto minha velha camisa de flanela dos 15 anos, passo um batom vermelho-puta nos lábios e sigo para o meu matadouro emocional. A família reunida – o que sobrou dela – me aguarda no carro para irmos a casa dos avós e nos entupirmos de comidas, doces e champagne barata. Minha mãe e minha irmã conversam no caminho, sempre preferi viajar no bando de trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilha sonora daquela noite era o Big Time, do Tom Waits. A faixa era Cold Cold Ground. Me sentia enterrada à sete palmos e nada pareceu mais adequado para o momento. No caminho, as duas resolveram comprar flores para a esposa de nosso tio, que tinha acabado de ser mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pulo do carro praticamente no meio da avenida e começo a bisbilhotar as flores nas barraquinhas em frente ao cemitério. Rosas, margaridas, gardênias, lírios. Escolhemos um buquê de rosas cor de chá com bordas avermelhadas e ganhei uma flor da vendedora – acho que por ter conversado com ela, numa noite na qual as pessoas estão muito mais preocupadas com suas festas natalinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a casa dos meus avós. Um prédio bonito, de classe média, daqueles condomínios cheios de crianças saudáveis e barulhentas. Minha avó põe as flores no vaso e não percebe o cartão dentro do embrulho, que mergulha na água junto com as flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa vai, conversa vem, conversa sem interesse, sem assunto, só ruídos humanos por todos os lados. Fulano casou, cicrano morreu, não sei quem traiu o marido, não sei quem mais foi morar no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na TV, as comemorações brancas, o papa se preparando para falar e eu me entupindo de tudo que tivesse algum teor alcoólico. Meu avô adentra a sala para nos cumprimentar e o clima fecha e escurece as luzinhas da árvore. Cheio de lenços, tubos estranhos, andar atrapalhado. Ele está com um câncer terminal espalhado por diferentes partes do corpo não tão velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quebrando as expectativas cheias de pesar dos que o cercavam, não fala conosco, vai até a cozinha e volta com uma garrafa de champagne que começa a servir na sala, com um sorriso sarcástico. Mesmo sem conseguir falar, me interesso mais por suas expressões silenciosas do que pelo resto. Identifico-me com seu humor ácido, hedonista nato. Mas realmente não sei de onde ele ainda consegue tirar tanto bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas um ano antes, conversávamos na mesa da sala de jantar. Ele já estava doente, mas ainda conseguia falar um pouco. Ironizava de certa forma a cerimônia ao seu redor, e bebíamos vodka russa, licor, whisky e tudo o que pudesse alimentar nosso natal hedonista que parecia mais um dia qualquer, que seria esquecido como todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre encontro alguém pela última vez na noite de natal, e nesse ano foi ele. Alguns meses depois, estaria em uma cama de hospital, tomando morfina para aliviar as dores e esperando o chamado divino no qual nunca acreditou. Não o conheci muito bem, mas sabia que essa morfina foi seu último momento de prazer e fiquei feliz por ele, como se estivesse injetando morfina nas minhas próprias veias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois de sua morte descobri antigas histórias sobre navios, jogatinas, prostitutas. Sempre dava risada ao pensar naquele velho em fim de linha aprontando todas as loucuras que lhe foram permitidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse natal não haverá vodka russa nem a ironia ácida e cheia de pecado para me salvar daquela noite. Mas uma coisa é certa: não esquecerei de, ao menos em pensamento, fazer um brinde àquele hedonista de caráter duvidoso que cantava em seus últimos dias “beba por mim, beba pela minha saúde, pois você sabe que não posso mais beber!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-5355262115739503567?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/5355262115739503567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=5355262115739503567&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5355262115739503567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/5355262115739503567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/07/natal-dos-hedonistas.html' title='Natal dos hedonistas'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-3303044694426264060</id><published>2009-07-27T08:16:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:32:28.115-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>"Happiness is a warm gun"</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ELE morreu”. A voz ao telefone era seca e direta, como alguém sem paciência e disposição física para argumentar contra o destino ou as causas que levam a vida para a eternidade. Fiz silêncio. Depois pensei em ligar para o trabalho e avisar sobre minha ausência devido a necessidade de ir à festa de seu funeral. Ocupado. Fora de área. Então dane-se o telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mãe chorava na porta do meu quarto e por alguns segundos consegui perceber a dor tão profunda de um ser que acaba de perder o filho. Tinha que correr para o funeral. Antes precisava levar um presente para o morto e comprar um suco para curar a ressaca da noite anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a um lugar enorme, que vendia de tudo. Livros, bicicletas, carne, roupas, geladeira, qualquer objeto que tivesse um nome e alguma (in)utilidade estava naquele templo do capitalismo. Camisetas de Che Guevara, Salvador Allende e Jesus Cristo por 9,99.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou voltas sem sentido naquele labirinto moderno e reflito sobre questões de vida e morte, felicidade e desespero, amor e ódio. Tudo me parece muito claro, como uma visão: numa tradução livre, “felicidade é uma arma carregada”. Dou risada da minha própria reflexão e saio cantarolando a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem que parecia ter saído direto dos anos 30, com um bigode charmoso e chapéu a la Mastroianni estava sentado em um banco e me observou passar. Ouvindo a música, começou a cantá-la também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com delicadeza, retirou uma arma do casaco negro e passou a atirar em tudo a sua volta. As pessoas correram como formigas desgovernadas que sentem a ameaça do intruso em sua terra. E a música cresceu ao fundo, com a voz de Lennon parecendo uma professia apocalíptica vinda direto do inferno. Ou talvez de algum lugar mais profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava pegar um ônibus. Mas que ônibus? Vou e volto por linhas inexistentes de um universo onírico me deparando com faces que nunca havia encontrado antes em vida. Chego ao local. A tristeza percorria faces apáticas em toda a imensidão da casa onde o velório prosseguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava na cozinha comendo salgadinhos preparados para a festa do funeral quando ouço gritos no quarto. O morto havia voltado para acertar umas pendências deixadas em vida. O homem de chapéu reaparece na hora apropriada e atira nele, que se estende no caixão como se nada tivesse acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Happiness is a warm gun, momma!&lt;br /&gt;Bang! Bang!&lt;br /&gt;Shoot! Shoot!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-3303044694426264060?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/3303044694426264060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=3303044694426264060&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3303044694426264060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3303044694426264060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/07/happiness-is-warm-gun.html' title='&quot;Happiness is a warm gun&quot;'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-2332317670334932933</id><published>2009-07-22T10:58:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:32:28.116-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Resquício de outras épocas</title><content type='html'>&lt;i&gt;(Território referente ao atual México, cerca de 700 anos atrás)&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;"A poeira já me corrói o nariz, sinto o sangue ficando seco ao redor da boca. Tão estranho não saber o lugar exato a que estou chegando, apesar de saber para onde me levam. Sinto-me um bicho acuado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas horas me lembro dos pássaros que cacei e dos acertos de contas na aldeia, vi olhos vítreos tentando viver enquanto a morte os carregava. Nos meus braços. Ao deus Sol fiz oferendas, à chuva dei a lágrima de crianças pardas com olhos negros e brilhantes para a próxima colheita ser próspera. E agora é minha vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas pernas não conseguem dar apoio ao corpo nessa subida da escadaria. Meu Sol, talvez seja a última vez que eu te verei neste corpo. Penso em meus antepassados que talvez vá encontrar nessa nova terra desconhecida além do solo desértico no qual nasci. Mi madre, no llores. Estarei em seu altar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sacerdote parece impassível diante do meu temor. Está muito compenetrado afiando os instrumentos de sua devoção. Meu coração bate rápido, o vento traz grãos de areia que se misturam ao suor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o céu está mais próximo. Desisto de lutar, não há mais para onde fugir. Espero que meus irmãos de outras eras me carreguem pelo caminho seguro rumo a um lugar melhor, como me foi prometido por esses que me levam a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao topo. Agora a arma se aproxima do meu peito. Despeço-me de ti meu senhor iluminado antes que meu sangue tinto escorra em devoção nas tuas escadarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração ainda irá pulsar nas mãos do assassino, antes mesmo de minha alma se desprender do corpo. Hei de abandonar tudo por ti Huitzilopochtli. E que o medo jamais vença a guerra, que nunca há de cessar na carne humana".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-2332317670334932933?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/2332317670334932933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=2332317670334932933&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/2332317670334932933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/2332317670334932933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/07/resquicio-de-outras-epocas.html' title='Resquício de outras épocas'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-2874698019840935401</id><published>2009-07-13T05:55:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:32:28.117-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Filhos da Cultura- Cáp. 9</title><content type='html'>&lt;b&gt;A macro vida de um micro empresário&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Baseado na crença de que ativos intangíveis são parte do DNA de corporações visionárias, como líder tenho a função de influenciar meus funcionários em suas atitudes a nível local para que hábitos sejam incorporados aos padrões da empresa. Toda a sociedade precisa de alguém para seguir, um ícone, um modelo, uma pessoa na qual a massa confie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós empresários sabemos que a massa não é lá essas coisas. Na verdade, é uma porção de gente com poucos dotes mentais. Ou para ser mais claro, um monte de gente estúpida que precisa seguir alguma coisa como cegos em tiroteio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando... com base nessa percepção da necessidade efetiva de mudar efetivamente o pensamento efetivo de funcionários não efetivos, me coloco na posição e na obrigação moral de auxiliar o mundo a se tornar um lugar melhor. Bom, pelo menos a minha empresa. Ou talvez minha casa. Uma banheira de espuma e férias na Europa seriam de bom tamanho. Talvez mudar de país, por que esse aqui é governado por uma anta ex-metalúrgica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom mesmo era o Nixon. Lembro de quando era pequeno, nos anos 50, e viajava com a família para os Estados Unidos. Povo bom, branco de pele e coração. Só por causa de meia dúzia de vietnamitas fizeram o monstro do Nixon, mas só eu estava lá e me lembro que vida era muito boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui no Brasil não. Ao invés de injetar dinheiro na economia para evitar a recessão (!), dar dinheiro às empresas, que fazem esse país avançar, o governo dá dinheiro para os pobres. 22 reais por mês. E quem precisa dessa mixaria? Com esse dinheiro multiplicado por milhões de favelados o setor automobilístico sairia do vermelho mais rápido do que entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E imaginem só, um presidente que não lê jornal, tinha que dar nisso mesmo. Eu não. Fato é que me formei na melhor faculdade do estado há 40 anos e trabalhei na área muito tempo. Depois criei minha própria empresa. Agora sou um grande microempresário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje não conheci ninguém com um nível intelectual que pudesse ser comparado ao meu (só os meus antigos patrões, porque se eles estavam naquele lugar, eram pessoas incríveis). E aquele tal de Hunter Thompson? Pois é, de tempos em tempos sempre aparece um novo idiota que se acha jornalista, mas essa é uma arte para poucos, apenas privilegiados tem o dom de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vou me retirar pois tenho que terminar a minha leitura diária de todos os jornais de economia e depois mandar um e-mail pro José Eli da Veiga elogiando seus artigos publicados até hoje. Um gênio! Gênio que é gênio ajuda as empresas a saírem da crise, o modelo capitalista sobreviver, reflete sobre a recessão, e não fica pintando rostos deformados nas paredes nem tomando antidepressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio depressão. Com um mundo tão maravilhoso, como alguém pode ter depressão? Com lugares como as ilhas do Caribe e as praias de Ibiza, como não ser feliz?&lt;br /&gt;Considero-me uma pessoa extremamente feliz apesar de dormir uma hora por noite, tenho muito orgulho disso. Apenas uma grande perda no mercado de ações faria com que eu me matasse. Preciso ver a cotação de hoje".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-2874698019840935401?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/2874698019840935401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=2874698019840935401&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/2874698019840935401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/2874698019840935401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/07/filhos-da-cultura-cap-9.html' title='Filhos da Cultura- Cáp. 9'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-6196058919089928564</id><published>2009-07-06T09:02:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:32:28.119-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Filhos da Cultura- cáp. 8</title><content type='html'>&lt;b&gt;O lamento dos deslocados&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Já faz algum tempo que minha existência não importa para mais ninguém... nem mesmo para mim. Mas vida, nem parece que eu tenha te amado tanto, e eu realmente te amei. Quando se é poesia e infância, lúdico e sagrado, as possibilidades parecem infinitas. Os ensolarados se tornaram apenas este maldito hoje".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;São Paulo, 1983&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um quadrado na parede. Retas que delimitam minha existência. Lá fora não há nada. Hoje não é um dia para se ganhar. Amanhã será? Pausa para o trabalho, função automática acionada, prazer inexistente. Mas daqui a pouco saio na chuva e volto a me machucar. Alegria alegria, sangre desse depressão de merda! O ar frio dessas paredes me lembra a sala de espra de um hospital. Estou na cama cheio de tubos e seringas no braço... a vida é frágil, esta que vivo mais ainda. Desgosto profundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lourenço abre a porta. Observa o corredor até a escada que contorna o edíficio. Mas realmente se torna cada dia difícil encarar o parapeito, ele certamente se jogaria. Ou estaria apenas se enganando? Mais um covarde em seu casaco de couro em um dia frio. Talvez a própria vida tenha lhe enganado esse tempo todo. Lembrou-se de quando era mais jovem, e sonhava com Moscou, com as ruas de Berlin, qualquer lugar que fosse uma novidade interessante, um novo motivo que lhe trombasse no acaso de algum dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venta muito no alto do edifício. O sétimo andar poderia lhe estourar os miolos.&lt;br /&gt;Ora, tão simples cair numa esquizofrênia sem volta. Não existe espaço para quem nunca se encaixa em lugar algum. Lourenço se camufla na pele de seu casaco medíocre, como sempre faz para encarar o frio. O caminho é o mesmo de todos os dias, os mesmo contornos na calçada, a mesma espectativa dissecada na próxima esquina, outra frustação as sete da noite. Isso tudo é completamente simples, pois o nosso personagem não se dá ao luxo de ser alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe o real em cada um, pelo menos ele acredita. Porém há de ser muito forte para ser real, é como estar morto, com os ossos a mostra, com toda delicadeza e fragilidade humana exposta a flor da pele; e isso pode doer mais do que o suportável. Passando pela ponte, Lourenço se lembra de algumas cenas curiosas da infância, apesar de nem ao menos estar certo de ter sido criança anteriormente. "Sonhar deve ser uma doença, a mais fatal de todas. Esse raciocínio pode soar um tanto irônico, já que a fatalaidade pode exterminar o hoje com apenas um sopro na direção contrária à sua vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alguns sonhos duram a vida inteira. Eles imergem nos nervos e ficam lá por décadas. E pode-se perguntar o porque uma pessoa que vive com este mal não dá fim em tudo com as próprias mãos? Por que insiste nesse desespero, se como o nó no cadarço que aprendemos a fazer nos anos de infância, temos habilidade suficiente para deslocar o pescoço que nos sustenta a cabeça? Simples assim: o verme do sonho é a esperança, que parece boa e serena até nos fazer acordar desse ópio sonâmbulo com uma facada nas costas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão fácil cair numa esquizofrênia sem volta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-6196058919089928564?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/6196058919089928564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=6196058919089928564&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/6196058919089928564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/6196058919089928564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/07/filhos-da-cultura-cap-7.html' title='Filhos da Cultura- cáp. 8'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-8123692749387942883</id><published>2009-07-02T07:50:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:32:28.120-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Filhos da Cultura - Cáp.7</title><content type='html'>&lt;b&gt;Despedidas&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;“Carrego a morte no bolso, como diria aquele velho escritor bêbado de outra época. E às vezes a encaro só para ter a sensação de fatalidade da minha existência. Entretanto, nunca me sinto preparado o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem a noite minha mãe me deu um bombom de presente e disse que eu deveria ver meu pai antes do câncer acabar com sua vida. Pensei em responder: pra que? Pra que tudo isso? Todos vamos morrer, não vamos? Então por que não encarar isso de uma vez e parar com as despedidas sem sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria poder ouvir apenas o necessário. Tantas palavras inúteis me envolvem grande parte do tempo. E pra que? Vamos morrer do mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que desejo para o meu pai e seu câncer é que ele encontre um lugar bem melhor do que esta insanidade chamada vida, onde seus sonhos de infância se realizem, onde a dor não possa mais lhe atingir, onde o tempo não corra alucinado contra a vida, onde ele possa voar mais alto que os anjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lugar no qual tudo aquilo que ele desejou um dia, tudo aquilo em que acreditava quando era pequeno, tolamente, pudesse se tornar o que ele chamaria de vida aos 60. Que todos nós encontremos nossos sonhos destruídos pela vida em outro lugar, talvez nesse lugar chamado morte. Essa é uma luta sem vencedores”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-8123692749387942883?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/8123692749387942883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=8123692749387942883&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/8123692749387942883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/8123692749387942883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/07/filhos-da-cultura-cap7.html' title='Filhos da Cultura - Cáp.7'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-8736154845961409222</id><published>2009-07-01T06:11:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:05:09.482-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perfil'/><title type='text'>Filhos da Cultura - Cáp.6</title><content type='html'>&lt;b&gt;A ansiedade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;- perifl&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é magra. Bem mais magra do que você imagina. Tem os ossos a mostra, tensos, rijos, quase perfurando a fina pele. Além disso, a altura desproporcional causa um certo mal-estar associada a essa estrutura tão frágil. Em seu comprimento, a coloração entre o roxo escuro e o azul petróleo transmitem um ar de doença por onde passa. Os dedos são finos e longos, com as veias saltando da pele e as articulações machucadas por tantos movimentos repetitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela passa a maior parte do tempo escondida, não suporta a presença alheia, a convivência; prefere a fuga e um lugar para se deteriorar sozinha. Qualquer buraco é melhor que a claridade. Mas quando aparece é desesperada, intensa e quase insana. Não há um segundo de descanso. Os membros se movem incessantemente até surgir dor em cada ponto espalhado no corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração é uma bomba pulsando dolosamente, a mente parece desejar transpor o limiar que lhe é restrito, o imaginável, para ganhar pernas e sair correndo em busca da paz que não encontra na própria morada.  A respiração não existe: o que há é um fluxo de gás carbônico ofegante que entra e sai dos pulmões de maneira aleatória e na maior parte das vezes não leva ar suficiente para satisfazer o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça calva com veias azuis saltitando nas têmporas denuncia a enxaqueca permanente. Os dentes são muito afiados e machucam a própria pele o tempo inteiro.  Na corrida contra ela mesma, só encontra a perda no final.&lt;br /&gt;Nenhum momento é agradável.&lt;br /&gt;Nenhum suspiro traz o alívio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-8736154845961409222?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/8736154845961409222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=8736154845961409222&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/8736154845961409222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/8736154845961409222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/07/filhos-da-cultura-cap6.html' title='Filhos da Cultura - Cáp.6'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-3327505124998733585</id><published>2009-06-30T05:52:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:03:50.001-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perfil'/><title type='text'>Filhos da Cultura - Cáp.5</title><content type='html'>&lt;b&gt;Neal Cassady &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;- perfil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Típico americano louco, sonhador. O nariz comprido é proporcional ao cigarro, sempre no canto direito da boca. Aceso. O cigarro queima, não tanto quanto o sol do México quando você pisou naquela terra abençoada por um deus que não existe. As santas de pele queimada pediam mais tabasco inglês logo a você, profeta americano, quente e odiado no Texas, onde as pessoas nunca mudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças como anjos em um sonho fundamental se elevavam ao céu no braço quente de suas mães e você só observava, você que não teve mãe. E o seu pai era um bêbado. E você era um bêbado. E seu pai morreu. E você morreu. E todos nós um dia vamos morrer, mas enquanto isso continuo pensando em você e na sua caminhada torta por um terra tão correta e mentirosa como toda a estrada da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda pensamos em você Neal, herói de outrora, do tempo que já passou, das possibilidades inesgotáveis - que para nós já se acabaram. Eu penso em como somos perdedores sem futuro. Eu penso em como o mundo nos deu as costas e riu das nossas intenções medíocres e mal planejadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso é uma grande besteira meu caro Neal. Você que corria por Denver com suas mãos congeladas nos dias inverno e que comia ao lado dos vagabundos bêbados em algum prédio mal pintado. Oh pobre Neal, criança sem botas de neve congelando na indiferença mundana que nunca lhe deu abrigo, você foi o próprio Jesus enxotado e pregado em uma cruz de lamentações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-3327505124998733585?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/3327505124998733585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=3327505124998733585&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3327505124998733585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/3327505124998733585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/06/filhos-da-cultura-cap5.html' title='Filhos da Cultura - Cáp.5'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-7014074560022730433</id><published>2009-06-29T06:05:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:05:29.571-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>O velho e a sombra</title><content type='html'>A sombra&lt;br /&gt;A sombra ri&lt;br /&gt;A sombra dança&lt;br /&gt;Em círculos na sala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora escorre&lt;br /&gt;No relógio, a sombra&lt;br /&gt;Se escora na embriagues&lt;br /&gt;Do velho à beira da morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho ri&lt;br /&gt;Da sombra morta&lt;br /&gt;Que se esgueira nos cantos&lt;br /&gt;Em busca da última derrota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sombra ri&lt;br /&gt;O velho chora&lt;br /&gt;As luzes se apagam&lt;br /&gt;Os dois vão embora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-7014074560022730433?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/7014074560022730433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=7014074560022730433&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7014074560022730433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7014074560022730433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/06/o-velho-e-sombra.html' title='O velho e a sombra'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-798788452335733611</id><published>2009-06-25T05:44:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:33:37.715-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Filhos da Cultura - Cáp. 4</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;Una puta llamada Esperanza&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argh. Universo, buda, estrelas, jesus, me respondam algo - não que isso vá fazer alguma diferença. Meus ossos doem tanto, nem aguento levantar da cama. A noite os sonhos parecem uma piada sem graça. Encontro pessoas distantes, sonho voar pelo céu sem limites, sinto o amor nunca encontrado nessa terra sã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho. Ele consegue ser tão cruel. Acordar é chegar muito próximo daquele limiar tão sutíl do insuportável. O abismo é tão próximo que consigo ver o meu rosto refletido na sua decadência. Essa vontade, cobiça, desejo, egocêntria, horror sobrenatural e desumano do suicídio. A vergonha da espécie que coloca o ponto final antes da hora certa. Mas quem disse que as horas são iguais para todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse exato momento uma pessoa do outro lado do oceano descobre que é o ser mais feliz do mundo e agradece de joelhos a prece atendida por sabe-se lá quem. A pouco mais de um quilômetro daqui um homem de 20 e poucos anos é atropelado e vê a sua vida passando como um filme insuportável e injusto. E talvez nessa cidade existam mais pesssoas como eu. Provavelmente há alguém que odeie o trabalho necessário para sustentar os filhos e olhe para o mesmo viaduto todos os dias desejando estourar os miolos debaixo do próximo carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, como os meus ossos doem. Centenas de agulhas ao mesmo tempo perfuram cada poro, atravessam os músculos, invadem os órgãos. Meu coração parece uma bomba prestes a explodir. O pavio queima rápido e dolorosamente, sinto que o fim está próximo, ao menos espero isso ansiosamente. A ansiedade me corta os pulsos, me dá falta de ar, mal consigo abastecer os meus pulmões com oxigênio. Um calafrio percorre o meu corpo em busca de alguma saída e me coloca contra a parede a cada instante, em um xeque-mate eterno. O peso da sobriedade já é mais forte do que eu posso suportar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu estômago dói, não consigo mais dormir, aos poucos perco os movimentos mais simples e adquiro nuances verde musgo num olhar apático. O sangue corre quente nos braços, sinto ele seguir seu destino num fluxo incessante e delinquente, jogando vermelho tinto nos meus órgãos e mantendo a vida apesar de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino o som do gatilho e seu tiro consequente; imagino a fraqueza dos músculos enquanto o veneno se dissolve no sangue; imagino o vento frio e veloz que corta o rosto no momento da queda; imagino a dor que abre a veia do pulso; imagino o estalo no momento em que o sistema nervoso se desliga da estrutura; imagino a dose quente que segue pelo braço até o coração. Nunca acreditei em possibilidades, mas agora vejo que existem muitas. Ainda há esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-798788452335733611?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/798788452335733611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=798788452335733611&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/798788452335733611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/798788452335733611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/06/filhos-da-cultura-cap-4.html' title='Filhos da Cultura - Cáp. 4'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-8898525877849529375</id><published>2009-06-24T07:12:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:07:14.012-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaio'/><title type='text'>Filhos da Cultura - Cáp. 3</title><content type='html'>&lt;b&gt;Solidão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O copo reflete a luz vazia amarelada da sala repleta de pó. A fumaça cria um ar de nostalgia, anos perdidos, pessoas perdidas. O cigarro caído na ponta dos dedos é um mero coadjuvante nessa cena decadente. Lembro de vozes roucas do passado.  Me sinto entre &lt;i&gt;on the road&lt;/i&gt;, na beira da estrada, ou em um buraco qualquer na França dos anos 60. Quanta besteira. Sou só eu, numa época medíocre, cercada de silêncio e sem ideia alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos não estão mais mudando Mr. Zimmerman, as coisas nunca pareceram tão iguais. Não que elas realmente tenham sido diferentes, mas pelo menos havia esperança de tal acontecimento. Agora somos todos perdedores, nos deixamos levar pelo tempo, pelo sistema corrompido de investimento e homens de terno que escrevem na parede caminhos imaginários tão insensatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora só há  vazio. Um buraco negro na solidão da madrugada que indica o caminho para a revolução individual de todos os deslocados como eu. Aqui é América do Sul. Não há blues de Mississipi e nem ao menos a inocência inerente aos índios e incas assassinado aos milhões pelos malditos espanhóis. Somos uns bastardos sem chance, corremos atrás de governos paternalistas e deixamos de ter ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fogo está apenas na dança noturna de imbecis desocupados, que dançam como robôs futuristas em roupas coloridas nas esquinas. Nas pílulas de arco-iris que inspiram a vida novamente. Em caixas tarja-preta para alimentar o sono e os sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-8898525877849529375?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/8898525877849529375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=8898525877849529375&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/8898525877849529375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/8898525877849529375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/06/filhos-da-cultura-cap-3.html' title='Filhos da Cultura - Cáp. 3'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-7167390208784110593</id><published>2009-06-23T06:30:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:12:41.497-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Filhos da Cultura - Cáp. 2</title><content type='html'>&lt;b&gt;Lobotomia na Oscar Freire&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Um bêbado caminhando com sua loucura)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AH, ah ah....&lt;br /&gt;Que NOJO, nojo, cabeça virando em círculos da existência sem sentido, me tire desse nada!&lt;br /&gt;Ah....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok... respire fundo, 1, 2, 3, seção de yoga, o médico recomenda repouso e menos &lt;i&gt;stress&lt;/i&gt; para as mulheres translúcidas da Oscar Freire em seus vestidos de 1 milhão de dólares e eu aqui, só me resta a roupa do corpo, que sem dúvida vale mais do que a alma de cada uma delas...&lt;br /&gt;E suas viagens à Europa, a Europa dos turistas endinheirados sem ter onde gastar que cobiçam a Monalisa, fazem fila pra olhar nos olhos dela com seus olhos ignorantes e apáticos... quem é a Monalisa, que é ela??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do livro, ah sei, deve ser a capa daquele &lt;i&gt;best seller&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;O que? Não. Por favor não.&lt;br /&gt;Qual o incômodo? O que lhe incomoda? A minha cara? A minha cara suja e sem brilho, sem lantejoula, sem jantares de sexta a noite, sem faculdade de inteligentes meninos e meninas cretinos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que vou surtar... vou beber para não derrubar o muro a minha volta, eu preciso me escondre atrás dele senão vão me descobrir.&lt;br /&gt;Todos os homens polidos me olham de esguio, me fitam com ar superior, me desprezam na sua pretensão imortal, me julgam da sua elevada e crente temência ao senhor dinheiro por quem compram e vendem a alma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como entrar nessa roda da fortuna? Como não ficar enjoado mesmo sendo um zé-ninguém-de-merda como eu?&lt;br /&gt;Até mesmo aquilo que eles consideram merda acabam comprando e vendendo por &lt;i&gt;status&lt;/i&gt;, hahaha, &lt;i&gt;New York&lt;/i&gt;, lugar de loucos excêntricos, vocês são tão diferentes, olha como isso é engraçado!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah Deus!!&lt;br /&gt;Dê-me a sua mão branca! Olhe-me com seus olhos de cristal azul!&lt;br /&gt;Eu que sou apenas um preto sem nada, um miserável castigado por meu pai Noé!&lt;br /&gt;Oh Deus, me envie raios de lobotomia, lobotomia, lobotomia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-7167390208784110593?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/7167390208784110593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=7167390208784110593&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7167390208784110593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/7167390208784110593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/06/filhos-da-cultura_23.html' title='Filhos da Cultura - Cáp. 2'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3347394307391353203.post-1066351535652983840</id><published>2009-06-22T09:58:00.000-07:00</published><updated>2011-12-28T17:32:28.121-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Filhos da Cultura - Cáp. 1</title><content type='html'>&lt;b&gt;Um jovem viajante rico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Troca de e-mails entre duas pessoas sem esperança numa maldita segunda-feira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E-mail 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tô puta porque enquanto nós trabalhamos feito formigas anônimas nessa porcaria de País sem chance para nada (a não ser para dar mais lucro e viagens à Europa para o patrão visitar a Monalisa no Louvre) alguns riquinhos viajam pelo mundo tirando fotos medíocres e depois escrevem em seus blogs "ah, como o México é um lugar exótico, ah, como foi legal ver os escritos daquele babaca do Jack Kerouac em Nova Yorque, acho que vou fumar um cigarro pra comemorar a riqueza poética daqueles vagabundos beats!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E-mail 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nem me fala nisso. Quem é esse mané?&lt;br /&gt;Essa história me deu calafrios novamente, os mesmos que eu sentia com aquele pessoalzinho batuta e sem-cultura que voltava "cheio de vida" de suas viagens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Adoro Klimt, Gustavo'&lt;br /&gt;'Nossa, passei na Abbey Road, os Beatles são bons mesmo'&lt;br /&gt;'Comecei a gostar de blues depois que visitei o museu de Memphis'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... o idiota aqui antes era um vagabundo tímido, coitado...&lt;br /&gt;Mas fico imaginando eles numa familia comum...&lt;br /&gt;São muito ingênuos, cabeça fraquíssima, e mesmo assim foram para os EUA, Europa, ganham muito mais que muita gente. Contato é tudo nessa vida.&lt;br /&gt;Vinte anos de imaturidade. Quando tiver 29, terá realizado mais sonhos do que eu mesmo se me dessem 352 anos de vida. É, a vida é injusta... e minhas aspirações e preocupações abstratas são bem maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E-mail 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pois é....&lt;br /&gt;Que enjoô&lt;br /&gt;vamos nos preparar para os próximos 350 anos de vida, quando esses cretinos já terão dado a volta ao mundo umas três vezes e nós continuaremos passivos e humilhados...&lt;br /&gt;Mas uma coisa é certa: eles jamais, nem em outra encarnação, conseguiriam aproveitar qualquer misera esquina de Paris ou de Nova Yorque como nós aproveitaríamos... a ignorância é cega e apática, tenho pena desse tipo de gente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim,&lt;br /&gt;aguenta firme essa segunda de merda&lt;br /&gt;Um abraço".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3347394307391353203-1066351535652983840?l=filhosdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/feeds/1066351535652983840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3347394307391353203&amp;postID=1066351535652983840&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/1066351535652983840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3347394307391353203/posts/default/1066351535652983840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filhosdacultura.blogspot.com/2009/06/filhos-da-cultura.html' title='Filhos da Cultura - Cáp. 1'/><author><name>Por Cris Tavelin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05859394574367190562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LLftl24yDes/TFBuL8MAHtI/AAAAAAAAALs/ezSgE2CxEgQ/S220/OgAAAKyTkTF14sT3BX6_4hBeAaUVem-I6Zt7tgineSwfEVS6yDEHskwIefUq-nx3b-d2RkpKnB3a0d-j3rKTbwjQWO0Am1T1UPQllv1pmgNibGr-CP6t0LzsN-Mw.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
